Andrea Neves já foi considerada uma das 60 mais poderosas do Brasil

Andrea Neves já foi considerada uma das 60 mais poderosas do Brasil
Irmã do senador Aécio Neves foi considera a 42ª pessoa mais influentes do país, segundo ranking do IG

18MAI2017| 10h54 - Andrea Neves, a irmã

Andrea Neves é uma das netas de Tancredo Neves, considerado um dos políticos mais importantes do Brasil no século XX e eleito presidente pelo voto indireto de um colégio eleitoral em 1985, mas que não chegou a assumir por ter adoecido gravemente em 14 de março do mesmo ano, véspera da posse, e morto em 21 de abril por infecção generalizada.

Irmã de Aécio Neves, Andrea é uma das figuras mais poderosas da política mineira e já foi considerada uma das 60 pessoas mais influentes do Brasil, ocupando a 42ª posição em ranking elaborado pelo site IG, em 2013. A lista compila as pessoas com maior influência econômica, política, midiática e social de grandes nomes da República. Considerada também a “Primeira Irmã da República das Gerais”, segundo o site Último Segundo, ela assumiu o Grupo Técnico de Comunicação do Governo e teve papel fundamental na construção da imagem do irmão como gestor competente. Para a oposição, ela utilizou meios de sufocar veículos de comunicação que criticavam o governo de Aécio. “Ela é a protetora da reputação de Aécio e tem enorme influência sobre seu comportamento e postura. Andrea é o freio de um carro sempre a duzentos por hora”, diz um ex-ministro, afeito às coisas de Minas.

Formada em jornalismo, durante a década de 70 Andrea Neves participou ativamente do movimento estudantil, fez campanha pela anistia de exilados políticos e chegou a visitar a Nicarágua. Sem intenção, tornou-se testemunha do atentado do Riocentro, episódio ocorrido em 30 de abril de 1981. Enquanto chegava ao estacionamento do local para assistir ao show em comemoração ao Dia do Trabalho, ouviu uma explosão a poucos metros de onde estava. Em seguida, um homem completamente ensanguentado apareceu e ela, juntamente com um namorado e um bombeiro, acompanharam o homem o hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. No dia seguinte, ela descobriu que o ferido se tratava do capitão Wilson Dias Machado, um dos ocupantes do Puma cinza metálico placa OT-0297. A bomba que explodiu seria usada para simular um atentado de grupos radicais de esquerda.

Andrea trabalhou em jornais e revistas do Rio de Janeiro, passou pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História da Fundação Getulio Vargas e foi responsável pela montagem do memorial em homenagem ao avô, na cidade de São João del Rey (MG). Passou pela secretaria de Cultura de Minas Gerais no governo de Helio Garcia. Ela foi responsável pela campanha de Aécio Neves à Presidência da República. Para muitos, ela foi considerada a área de inteligência do staff de Aécio Neves.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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