Eleições motivam críticas de Maia e Eunício ao Planalto

Eleições motivam críticas de Maia e Eunício ao Planalto
Ambos estão em busca de protagonismo na cena política e não querem parecer que são “pautados” por uma gestão impopular

22FEV2018|  13:19 - Avaliação  - Foto: © Beto Barata/PR

O confronto aberto pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), com o presidente Michel Temer – por causa do “plano B” do governo no Congresso, após o fiasco da reforma da Previdência – tem como pano de fundo as eleições. Os dois estão em busca de protagonismo na cena política e não querem parecer que são “pautados” por uma gestão impopular.

A reação começou após o decreto de intervenção federal no Rio. Maia e Eunício avaliam que Temer passou por cima do Legislativo ao tentar puxar para o governo a pauta da segurança pública. O clima piorou com o anúncio, feito pelo Palácio do Planalto, de uma “agenda alternativa” com 15 projetos econômicos, para compensar o enterro das mudanças nas regras da aposentadoria.

Para Maia, as medidas cheiram a “café velho e frio, que não atende à sociedade”. “Esses temas já estão na pauta aqui há muito tempo. De repente vira uma pauta do governo? A pauta da Câmara quem faz é a presidência da Câmara, não é o presidente da República. É uma questão de respeito institucional”, criticou ele.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Maia atribuiu a Temer a intenção de criar um imposto para bancar a segurança pública. “Expliquei a ele: é inviável, porque, por lei, tem que ser para o próximo ano e por emenda constitucional não pode por causa do decreto da intervenção”, afirmou o deputado. A ideia do imposto, considerada extremamente impopular, ainda não foi tratada oficialmente pelo governo.

Na tentativa de puxar o protagonismo de volta para si, o presidente da Câmara determinou a criação de um “observatório” para fiscalizar as ações de segurança pública do governo, inclusive a própria intervenção, e decidiu iniciar na próxima semana votações de projetos na área. O plano é criar uma comissão especial para “consolidar” as propostas que serão votadas.

Responsável pela articulação política com o Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, fez um mea-culpa pela forma como o Planalto anunciou o pacote de 15 medidas, mas disse que o “mal-entendido” foi superado. “Talvez, e eu sou uma pessoa muito franca, antes de anunciar devêssemos ter trazido aqui e comunicado (Maia e Eunício), mesmo que tivesse havido algumas discussões. Talvez, mas isso já é coisa superada.”

Auxiliares de Temer dizem não entender Maia, mas acreditam que seus últimos movimentos estão relacionados à intervenção federal no Rio. A atitude de Eunício causou ainda mais estranheza no Planalto. O emedebista afirmou que o Senado não é um “puxadinho” do governo. Para interlocutores de Temer, o que está por trás dessas declarações é mesmo a campanha eleitoral.

Lula

Eunício vai disputar novo mandato no Senado na chapa do governador do Ceará, Camilo Santana (PT). Além disso, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrar no páreo, o palanque de Eunício abrigará o petista, e não um concorrente do MDB. Nesse jogo, enquanto a rejeição a Temer não diminui, mesmo quem é de seu partido adota a estratégia do “morde e assopra” e mantém distância regulamentar do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O jogador Jefferson Reis, que espancou o gandula Tadeu Francisco no último domingo (19) durante a partida entre Operário e Comercial, pelo Campeonato do Mato Grosso do Sul, se pronunciou sobre o ocorrido. Ele, que teve contrato rescindido com o Operário na segunda (20), está arrependido e pediu perdão. "Queria mostrar que não sou esse Jeferson que estão vendo na imagem. Me arrependo muito e vou pagar por isso. Como já estou pagando", disse o atleta de 22 anos em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo. Jefferson disse que Tadeu agrediu o massagista Raul, de 54 anos, e resolveu “defender” o profissional. “Perdi a cabeça porque ele agrediu um pai de família de 54 anos. Se ele fizesse o trabalho dele certinho, nada disso teria acontecido. Nosso massagista foi falar com ele, e ele o agrediu pelas costas. A briga estava rolando faz tempo. Só filmaram quando estava batendo”, afirmou. “Peço desculpa ao gandula, para a família dele. Para todo mundo que viu isso aí”, acrescentou Jefferson. “Na hora que entrei no vestiário, que tive que ir para delegacia depois, perguntei para mim mesmo: ''O que eu fiz com a minha vida'? Acabei com minha carreira". Ali meu mundo acabou. Foi quando liguei para meu pai, que só chorava. Ele sofreu muito para criar eu e meu irmão sem mãe. E acontece um negócio desse, repercussão no mundo todo. Minha família ligando, preocupada, teve ameaça, pessoas falando que iam me matar”, comentou. O gandula Tadeu Francisco teve o nariz quebrado. "Eu perdoo sim. O perdão é o melhor remédio para acabar com a mágoa no coração", disse Tadeu em entrevista ao UOL.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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