Governo sírio retoma bombardeios em Ghouta Oriental neste domingo

Governo sírio retoma bombardeios em Ghouta Oriental neste domingo
Foram registrados dois bombardeiors em Al-Shifunia, enquanto forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, lançaram mísseis sobre Harasta, Kafr Badna e Yisrín

25FEV2018|  8:28 - Lusa/Conflito Sírio  - Foto:  © Bassam Khabieh

As forças do governo sírio retomaram os bombardeios e ataques de artilharia contra a região de Ghouta Oriental, um reduto da oposição nos arredores de Damasco, horas depois de a ONU ter exigido um cessar-fogo. Na manhã deste domingo (25) foram registrados dois bombardeiors em Al-Shifunia, enquanto forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, lançaram mísseis sobre Harasta, Kafr Badna e Yisrín, informou a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Apesar dos confrontos entre as forças governamentais e o grupo islâmico Exército do Islã, a ONG indicou que a noite de sábado foi a mais tranquila desde o início da escalada militar em Ghouta Oriental, há uma semana, já que não foram registrados mortos.

Os combates em Al-Shifunia, com armas pesadas e metralhadoras, são os primeiros a ocorrer na zona desde o início da campanha de bombardeios, no último dia 18.

Nas primeiras horas de hoje, seis mísseis terra-terra caíram em Harasta, outros quatro mísseis em Kafr Badna e Yisrín e mais quatro em Hamuriya, enquanto Al-Shifunia foi alvo de dois bombardeios, de acordo com o Observatório.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na noite de sábado uma resolução em que todas as partes em conflito devem cessar as hostilidades durante 30 dias em todo o país, incluindo em Ghouta Oriental.

No entanto, a resolução exclui do cessar-fogo os grupos Estado islâmico (EI) e a Organização de Libertação do Levante, uma aliança criada em torno da Frente de Al-Nusra, o nome da antiga filial síria da Al-Qaeda que, de acordo com o governo sírio, está presente em Ghouta Oriental.

Os principais grupos rebeldes que controlam Ghouta Oriental comprometeram-se a respeitar o cessar-fogo humanitário exigido pela resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Numa semana de intensos ataques aéreos, artilharia e mísseis, a região registrou a morte de pelo menos 510 pessoas, incluindo 127 menores, de acordo com os últimos números divulgados pelo Observatório.

O jogador Jefferson Reis, que espancou o gandula Tadeu Francisco no último domingo (19) durante a partida entre Operário e Comercial, pelo Campeonato do Mato Grosso do Sul, se pronunciou sobre o ocorrido. Ele, que teve contrato rescindido com o Operário na segunda (20), está arrependido e pediu perdão. "Queria mostrar que não sou esse Jeferson que estão vendo na imagem. Me arrependo muito e vou pagar por isso. Como já estou pagando", disse o atleta de 22 anos em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo. Jefferson disse que Tadeu agrediu o massagista Raul, de 54 anos, e resolveu “defender” o profissional. “Perdi a cabeça porque ele agrediu um pai de família de 54 anos. Se ele fizesse o trabalho dele certinho, nada disso teria acontecido. Nosso massagista foi falar com ele, e ele o agrediu pelas costas. A briga estava rolando faz tempo. Só filmaram quando estava batendo”, afirmou. “Peço desculpa ao gandula, para a família dele. Para todo mundo que viu isso aí”, acrescentou Jefferson. “Na hora que entrei no vestiário, que tive que ir para delegacia depois, perguntei para mim mesmo: ''O que eu fiz com a minha vida'? Acabei com minha carreira". Ali meu mundo acabou. Foi quando liguei para meu pai, que só chorava. Ele sofreu muito para criar eu e meu irmão sem mãe. E acontece um negócio desse, repercussão no mundo todo. Minha família ligando, preocupada, teve ameaça, pessoas falando que iam me matar”, comentou. O gandula Tadeu Francisco teve o nariz quebrado. "Eu perdoo sim. O perdão é o melhor remédio para acabar com a mágoa no coração", disse Tadeu em entrevista ao UOL.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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