23º Tanabata neste final de semana na Nipo de Araraquara 

23º Tanabata neste final de semana na Nipo de Araraquara
   A festa japonesa que celebra o encontro das estrelas contará com apresentações de música, dança japonesa e taikô, os famosos tambores…

12:51|JOSÉ ANGELO SANTILLI |2018JUL18| 

A Associação Cultura Nipo-Brasileira de Araraquara – ACNBA – realiza, neste final de semana, dias 20, 21 e 22 de julho, sexta, sábado e domingo, o 23º Festival Tanabata em sua sede, na rua Dr. José Barbieri Neto, 434, Jardim Botânico, em Araraquara.

A festa japonesa que celebra o encontro das estrelas contará com apresentações de música, dança japonesa e taikô, os famosos tambores japoneses, e muita comida típica como Yakissôba, Tempurá, Sushí, Sashimi, Temáki, Hot roll, doces, além de espetos, pastel, salgados e muito mais. Haverá apresentação de grupos taikô de Araraquara e região. Diz a lenda que todos os pedidos feitos às estrelas durante o Tanabata são realizados.

O Festival, realizado desde 1996, tem entrada franca e o presidente da Nipo, Sérgio Tanizaki, solicita a doação de um quilo de alimento não perecível para ser destinado às entidades assistenciais do município. Os visitantes contam com o amplo estacionamento da Nipo e clubes vizinhos.

Dias 20 e 21 (sexta e sábado) a partir das 19h, e domingo das 12h às 18h, com a terceira edição do Concurso Cosplay às 13h30. As inscrições do concurso são gratuitas e podem ser feitas no domingo no stand da Bankai.

Tanizaki lembra que em Araraquara o Tanabata faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Município desde 2009, e este ano também celebra os 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil.

A lenda

Uma lenda japonesa conta a origem do festival Tanabata.

Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime a “Princesa Tecelã”.

Certo dia Tentei, o “Senhor Celestial”, pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu, o “Pastor do Gado” (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.

Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.

Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.

A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.

Na mitologia japonesa, este casal é representado por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).

O festival que celebra esta história de amor teve início na Corte Imperial do Japão há cerca de 1.150 anos, e lá tornou-se feriado nacional em 1603. Atualmente, o Tanabata é uma das maiores festas populares do Japão.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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