A beleza e a importância da jardinagem

A beleza e a importância da jardinagem

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Professor de Biologia da Uniara fala sobre a atividade e dá dicas de montagem e cuidados com jardim

IDN – Interior – Araraquara

A jardinagem, que envolve dedicação e delicadeza, deixa o ambiente mais bonito e ajuda a manter o verde. O professor do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, João Carlos Geraldo, fala sobre a atividade e dá dicas de montagem e cuidados com jardim, além de ressaltar sua importância na preservação do ambiente.

“É preciso ter uma boa dose de paciência e amor pelas plantas, já que o tempo de um jardim é diferente do tempo da vida humana, sempre apressada. Uma árvore, por exemplo, pode demorar muitos anos para tomar certo porte, florescer ou frutificar. É preciso fazer podas de condução, configuração da planta, adubar corretamente, fazer limpeza dos canteiros, retirada de ervas invasoras e combate de pragas e doenças, além, é claro, de saber regar: não afogar cactos ou deixar palmeiras morrerem de sede”, aponta o docente.

Ele menciona que “há jardins mais ‘orgânicos’, que aproveitam o próprio material liberado pelas plantas – folhas, flores secas e pequenos galhos – para adubação e cobertura de solo, e há os altamente manipulados, com uso de produtos fertilizantes e de combate de pragas e doenças”. “De forma geral, é preciso descompactar o solo, retirar plantas indesejadas e fazer adubação, seja ela orgânica, química ou mista. No caso de jardins mais elaborados, é preciso saber o pH e fazer a correção do solo antes da implantação, bem como sua composição, o que facilita o grau de infiltração ou de retenção de água. A adubação depende muito do tipo de plantas utilizadas. Posicionar as plantas de maneira correta quanto às necessidades ou restrições de insolação é essencial, pois é comum vermos plantas de pleno sol pegando muita sombra ou o contrário”, comenta.

Uma das normas de paisagismo e jardinagem, de acordo com o professor, é nunca deixar o solo exposto. “Pode-se cobri-lo com cascas, folhas secas, pedregulhos e seixos, areia ou outros materiais, como argila expandida. O solo exposto é um atestado de que o jardim não está bonito e nem equilibrado. A exposição do solo altera as suas propriedades físicas e químicas, fazendo com que haja mais evaporação da água, perda de nutrientes e de vida microbiana, essencial à saúde e alimentação das plantas”, observa.

Geraldo coloca que, de maneira geral, atualmente, há uma procura por jardins com menor gasto de tempo e recursos para sua manutenção. “Os motivos são variados: conservação de água, custo e disponibilidade de mão de obra e tempo disponível, entre outros. Quanto à questão do custo, busca-se construir jardins que exijam menos atenção contínua, como aqueles no modelo clássico ou francês, com desenhos extremamente geométricos e plantas meticulosamente podadas – topiaria.É possível reduzir, mas não é possível ter um jardim sem manutenção alguma”, diz.

A escolha de espécies adequadas às características biogeográficas regionais diminui muito o cuidado, segundo o professor, pois já estão adaptadas ao clima e aos solos. “Mas os cuidados com regas, adubação e condução das plantas sempre serão necessários. E a escolha de plantas adequadas à realidade regional é muito importante para o sucesso de um jardim, sem gastar muitos recursos com a manutenção ‘artificial’ de plantas”, comenta.

No caso de Araraquara, “o clima é o tropical, com estações seca e chuvosa alternadas, e a vegetação original apresentava espécies características de cerrado e mata tropical, dependendo da inclinação ou do tipo de solo encontrado”. “Isso já nos dá uma boa pista de grupo de plantas possíveis de serem utilizadas em jardins. É possível ver pela cidade, plantas do grupo das coníferas – pinheiros, tuias -, mas não são as ideais, por serem originalmente de locais mais frescos. Podem até se desenvolverem, mas causam um estranhamento na paisagem”, alerta Geraldo.

O importante é escolher plantas de porte adequado ao tamanho e ao afastamento das construções e passagens, e às condições de iluminação do local, de acordo com o professor. “Também deve-se atentar ao solo – se é fértil, arenoso, argiloso etc. Solos muito úmidos não servem para jardins com cactos e suculentas, por exemplo. E acontece o inverso com solos muito arenosos, que não são bons para plantas que exigem mais umidade. Mas sempre é possível aplicar alguma técnica de correção na drenagem, na retenção de águas e na fertilidade”, explica.

Montando um jardim

Especificamente nesta época, “estamos entrando na estação mais seca do ano, por isso pode-se aproveitar o tempo disponível para fazer reenvazamento de plantas que já ocuparam todo o espaço disponível nos vasos e jardineiras, aproveitando para fazer novas mudas”. “Também podem ser feitas as podas de limpeza e rebaixamento, como em roseiras e outros arbustos que desfolham no período. Mas cuidado com as azaleias e camélias, que florescem no período e não devem ser podadas. Os ipês e outras plantas de florescimento invernal, como os mulungus, e os cipós de São João e de São Miguel, que também não devem ser podados agora. Adubação, nesta época, só a orgânica, para manter o solo poroso e úmido. A adubação química é desperdício de recurso, já que as plantas entram em dormência e não aproveitam os adubos. É melhor deixar para o começo da primavera”, orienta o docente.

O período também é propício para “afofar os canteiros, deixando o solo mais permeável e aerado, ou mesmo para o replantio de espécies que vão ‘congestionando’ o espaço, como os lírios-amarelos e outras forrações altas”. “Para quem tem gramados, pode-se fazer a aeração ‘espetando’ o solo com alguma ferramenta pontiaguda. Há ferramentas específicas para isso, mas uma tábua com pregos fixos, com as pontas viradas para baixo, já pode ajudar, ou um forcado, que é um grande garfo pontiagudo”, recomenda o professor.

De maneira geral, o importante,de acordo com Geraldo, é plantar, “o que aumenta a superfície verde das cidades, seja por meio de canteiros, de vasos, das paredes verdes ou implantando praças”. “Nosso modo de vida vai levando a natureza cada vez mais para fora das cidades e a vegetação tem um impacto muito grande sobre as condições climatológicas, na retenção de poluentes e nas condições estéticas e mesmo psíquicas em relação ao meio. Isso já vem sendo estudado desde os meados do século XIX, e sabe-se da importância do verde para a percepção do ambiente e na qualidade de vida das pessoas”, finaliza.

Informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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