‘A Paixão de Van Gogh’ reencontra a arte com formato inovador

‘A Paixão de Van Gogh’ reencontra a arte com formato inovador
O longa foi inteiramente pintado a mão e reverencia a obra e o estilo de um dos artistas mais influentes do século xx

25OUT2017|  7:31 - Lançamento - Foto: Reprodução/Instagran

A animação ‘A Paixão de Van Gogh’ é certamente um dos filmes mais inovadores do ano, com direção do inglês Hugh Welchman, e da polonesa Dorota Kobiela, a produção é a primeira na história a ser inteiramente pintada a mão, para isso, o ambicioso projeto utilizou mais de 60 mil pinturas a óleo, técnica vastamente utilizada por Van Gogh (1853-1890).

 O mérito do filme não se restringe apenas a técnica. O roteiro inteligente e bem construído nos convida a emergir na obra do artista e revisitar alguns de seus quadros mais icônicos, que se tornam personagens na trama, ambientada um ano e meio após a morte do pintor.

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Acompanhamos o carteiro Roulin que manda seu filho Armand a Paris, com a missão de entregar uma carta perdida do pintor ao seu irmão. Quando Armand chega ao seu destino, descobre que Theo também está morto e segue sua jornada para entregar a carta a alguém de confiança. O protagonista segue então para o sul da França onde o pintor viveu os últimos anos de sua vida. Intrigado pelo contexto obscuro da morte do pintor, que se suicidou com um tiro no abdômen aos 37 anos, Armand mergulha na vida e na obra de Van Gogh como uma espécie de detetive, o que acaba por dar um tom documental à obra.

Os personagens com quem Armand conversa na trama revelam mais sobre a personalidade inconstante e a genialidade de Van Gogh, presente apenas durante flashbacks em preto e branco, que quebram a estética colorida e vibrante da animação. O famoso episódio em que o pintor arrancou sua própria orelha, sua conhecida insegurança e vulnerabilidade são amplamente exploradas nestas sequências, que não nos transmitem a imagem do gênio louco tão presente no imaginário popular, mas de um homem sensível que deseja ser aceito e reconhecido por sua arte.

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Técnica Inovadora

Para criar o estilo único de ‘A Paixão de Van Gogh’ a produção do filme recorreu a uma técnica conhecida como rotoscopia. Onde os animadores criam desenhos baseados nos movimentos anteriormente captados em vídeo. Essa é a primeira vez que a técnica foi utilizada para compor um longa-metragem.

Foram necessários 115 pintores especialistas no estilo de pintura a óleo trabalhando no projeto, que finalizaram mais de 62 mil fotogramas para a animação, além de reproduzir inteiramente 94 obras de Van Gogh, o que acaba resultando em 12 pinturas aparecendo na tela a cada segundo de filme. Grande parte do orçamento da produção foi arrecadada através de financiamento coletivo, que superou a meta inicial e juntou mais de R$ 275 mil, pagos por mais de 700 colaboradores.

A produção da BreakThru Films e Trademark Films ainda conta com grande elenco, Douglas Booth (Armand Roulin), Robert Gulaczyk (Van Gogh), Jerome Flynn (Dr. Gachet) e Helen McCrory (Louise Chevalier).

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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