Andrade Gutierrez também mantinha setor de propina, diz delação

Andrade Gutierrez também mantinha setor de propina, diz delação
Departamento contava com dinheiro em espécie, que era operado pelo doleiro Adir Assad

05JAN2017| 8:32
Lava Jato

Não era apenas a Odebrecht que mantinha um “departamento de propina”, executivos da Andrade Gutierrez contaram, em delação premiada da Lava Jato, que a empresa também mantinha um setor dedicado a este tipo de pagamento, além de caixa dois, para agentes públicos.

A “tesouraria” contava com dinheiro em espécie, que era operado pelo doleiro Adir Assad, preso desde agosto do ano passado.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a maior parte do dinheiro foi gerada, segundo os relatos às autoridades, por meio de contratos fictícios estabelecidos entre a Andrade Gutierrez e empresas de fachada de Assad.

Um ex-executivo contou aos investigadores que os diretores da Andrade negociavam a propina só depois de entrar em contato com a tesouraria para solicitar o dinheiro ilícito.

Investigações do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro mostraram que empresas usaram recibos falsos para abastecer o caixa dois da Andrade Gutierrez com mais de R$ 176 milhões.

Segundo envolvidos nas investigações, ao menos esse montante circulou em dinheiro vivo na tesouraria.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, entre as obras que receberam pagamento de propina do departamento estão o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), a Ferrovia Norte-Sul e estádios da Copa do Mundo, temas já delatados por executivos e ex-executivos da Andrade, em acordo fechado em 2015.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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