Antigo Teatro Municipal: símbolo da Nova Araraquara

Antigo Teatro Municipal: símbolo da Nova Araraquara

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De “Linchaquara” à Nova Araraquara. Se, em 1897, a cidade ficou conhecida pelos conflitos políticos que levaram ao linchamento dos Britos; na década de 1920, sua fama era de “Cidade Jardim”, graças ao conjunto urbanístico formado por avenidas longas e largas, praças ajardinadas, ruas arborizadas e edifícios sofisticados. Entre os mais imponentes, estava o Teatro Municipal, construído onde hoje fica localizado o prédio da Prefeitura.

Idealizado pelo então presidente da Câmara Municipal, Bento de Abreu, e inspirado na arquitetura francesa, o teatro foi construído em aproximadamente três anos. O projeto do engenheiro Alexandre de Albuquerque era ousado e luxuoso: tinha três andares, com capacidade para 918 espectadores. Havia ainda 22 camarins, dois salões para coristas, assoalho móvel, ventiladores elétricos, tapeçaria e cenários importados e iluminação farta e sofisticada.

A inauguração oficial ocorreu em setembro de 1914, com uma série de espetáculos da Companhia de Operetas Clara Weiss. Entre os nomes que pisaram em seu palco, destaque para Villa Lobos, Procópio Ferreira, Mario Lago, Tônia Carrero, Adolfo Celli, Paulo Autran, Cacilda Becker, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Mas, com problemas estruturais e sem a devida manutenção, o teatro encerrou suas atividades em 1962. Em 1966, sob a gestão do então prefeito Rômulo Lupo, foi demolido para a construção, no local, de um condomínio residencial de 20 andares, denominado “Paço das Artes”. Diante da falência da construtora, a Prefeitura arcou com os prejuízos e utilizou a estrutura para a instalação do atual Paço Municipal, colocando fim a 52 anos de história.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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