Após polêmica, senadores tentam acabar com CPI que mira ‘Queermuseu’

Após polêmica, senadores tentam acabar com CPI que mira ‘Queermuseu’
Presidente do colegiado, senador Magno Malta levou ao Senado um preso acusado por pedofilia e pediu condução coercitiva de artista que se apresentou nu em museu

16NOV2017|  08:39 - Senado - Foto:  ©Divulgação/Internet

Um grupo de senadores tenta acabar com a CPI dos Maus-Tratos após decisões consideradas polêmicas pelo presidente do colegiado, senador Magno Malta (PR-ES).

De acordo com a coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo, a decisão foi tomada após Malta levar ao Senado um acusado de pedofilia, algemado e com uniforme de detento, a uma das sessões e pedir condução coercitiva do artista Wagner Schwartz e o curador Gaudêncio Fidelis, da mostra ‘Queermuseu’.

Alessandro da Silva Santos, ex-diretor de escula suspeito de abusar de 11 crianças, chegou ao Senado sem a presença de um defensor. “O sr. tem advogado?”, questionou Malta. “Tenho”, respondeu o suspeito. “Ele sabia que o sr. viria aqui?”. “Não. Nem eu sabia, excelência.”

Após o diálogo, um advogado, funcionário do Senado, passou a acompanhar o homem e disse que tudo o que ele falasse poderia ser usado contra ele no julgamente, Durante o interrogatório, Malta quis que ele confessasse os crimes, detalhasse o número de vítimas e, diante do pedido do homem para só falar em juízo, criticou: “Se fosse juiz, ficaria ofendido. É como se ficasse mais fácil”.

Alessandro acabou confessando ter sido abusado na infâcia, chorou e negou detalhar mais o caso. O depoimento virou uma espécie de peça de propaganda para Malta, segundo o jornal.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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