Dallagnol sugere que Aécio poderá articular pelo fim da Lava Jato

Dallagnol sugere que Aécio poderá articular pelo fim da Lava Jato
Coordenador da Operação Lava Jato lamentou decisão que deu liberdade ao senador

01JUL2017|  9h03 - MINISTÉRIO PÚBLICO

Líder da Força-Tarefa da Operação Lava Jato que comanda as investigações do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol deu a entender na tarde desta sexta-feira que a volta de Aécio Neves ao Senado poderá ter consequências.

 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, negou o pedido de prisão do tucano feito pela Procuradora-Geral da República (PGR), e permitiu que o parlamentar reassuma a sua cadeira no Senado.

Em sua página no Twitter, Dallagnol escreveu que não faltavam motivos para Aécio estar atrás das grades, e que agora, de volta ao Parlamento federal, o senador poderá inclusive articular em favor do fim da Lava Jato e pela anistia dos políticos envolvidos nas investigações.

“Havia razões para estar preso, mas influenciará leis que governam nosso país. Livre inclusive para articular o fim das Lava Jato e anistia”, comentou o procurador, líder da Força-Tarefa que apura os casos de investigados sem foro privilegiado, ou seja, na primeira instância.

Aécio Neves está livre para se comunicar com a irmã, Andrea Neves, e exercer as suas prerrogativas de parlamentar com foro privilegiado. O caso dele poderá ser revisto quando for analisado pela Primeira Turma do STF, o que não deve acontecer antes de agosto, na volta do recesso.

O tucano afirmou que “sempre acreditou na Justiça” brasileira, em comunicado logo após a decisão do Supremo.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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