Ecko, chefe da maior milícia do Rio, é morto pela polícia

Ecko, chefe da maior milícia do Rio, é morto pela polícia

Durante a operação Dia dos Namorados, ele foi baleado e preso em uma casa na comunidade de Três Pontes, no bairro de Paciência, na zona oeste do Rio


Morreu neste sábado (12), em uma ação policial, Welligton da Silva Braga, conhecido como Ecko, chefe da maior milícia do Rio de Janeiro e um dos criminosos mais procurados do país.

Durante a operação Dia dos Namorados, ele foi baleado e preso em uma casa na comunidade de Três Pontes, no bairro de Paciência, na zona oeste do Rio.

Segundo a Polícia Civil, ele foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos. A ação foi coordenada pela Subsecretaria de Planejamento Operacional da Polícia Civil do Rio.

O grupo de Ecko atua em bairros da zona oeste e também em algumas regiões da Baixada Fluminense explorando diversas atividades ilegais nas comunidades, como contrabando de cigarros, venda de gás e transportes alternativo.

O miliciano herdou o “cargo” de líder da quadrilha quando assumiu e expandiu os negócios de seu irmão, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, que morreu em confronto com a Polícia Civil, em abril de 2017. Após, a morte do irmão, a Liga da Justiça passou a se chamar “Bonde do Ecko”.

A quadrilha começou atuando nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, na zona oeste, sendo comandada inicialmente por ex-policiais militares: Ricardo Teixeira Cruz, o Batman; Toni Ângelo Souza Aguiar, o Toni Angelo; e Marcos José de Lima, o Gão. Todos foram presos em 2007 e 2008.

Após a prisão do grupo, Carlinhos Três Pontes assumiu a liderança. Diferente da antiga configuração, Carlinhos era ex-traficante do Morro Três Pontes, em Santa Cruz, e tornou-se o chefe do grupo até ser morto.

Ao assumir, Ecko estreitou a relação da milícia com o tráfico de drogas.
O Disque Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem ao miliciano.

Em comunicado oficial, a Polícia Civil confirma operação batizada de Dia dos Namorados, parte da Força-Tarefa de Combate às Milícias, criada em outubro de 2020, com o objetivo de asfixiar o braço financeiro das organizações criminosas.

A ação foi coordenada pelo Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e do Serviço Aeropolicial (SAER).

| IDNews® | Folhapress | Via NMBR |Brasil

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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