Ergonomia e Aids são abordados na Sipat da Câmara

Ergonomia e Aids são abordados na Sipat da Câmara

| IDNews| Assessoria de Imprensa | Câmara Municipal de Araraquara |

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) 2019 prossegue levando informações ao público interno da Câmara Municipal de Araraquara.

IDN/Interior Araraquara

Na quarta-feira (15), Andrea Correa Carrascosa, professora de Fisioterapia da Uniara e uma das responsáveis pelo estágio de Fisioterapia Preventiva, acompanhada por estudantes do 4º ano do curso, conduziu a palestra “Orientações sobre Ergonomia”. De forma descontraída e com muitos exemplos práticos, Andrea e os alunos mostraram exemplos de posturas corretas e incorretas nas várias atividades do dia a dia, desde o melhor modo de se sentar na cadeira e distribuir objetos sobre a mesa até ações cotidianas como deitar, levantar e caminhar, especialmente carregando bolsas ou utilizando o celular, algo muito comum hoje em dia.

“A ergonomia busca melhorar o conforto, a segurança e a produtividade do profissional, além de reduzir os riscos de dores, problemas na coluna e LER/DORT [Lesões por Esforço Repetitivo/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho]. Um trabalhador sem dor trabalha muito melhor”, avalia Andrea.

Araraquara e a Aids

 

Na quinta-feira (16), foi a vez de conversar sobre “HIV/Aids – Prevenção, conscientização e situação atual”, com o médico sanitarista e acupunturista Rodolpho Telarolli Junior. Ele discorreu sobre a doença, que é relativamente nova (os primeiros casos foram diagnosticados em 1981, nos Estados Unidos). No Brasil, o primeiro registro é de 1982, quando o vírus ainda não havia sido isolado e a doença era chamada de “peste gay”. “Havia muito preconceito, desinformação, e o portador do vírus era vítima da doença e do preconceito”, observa o médico. Em cerca de uma década, no entanto, os casos foram se disseminando, gradativamente, entre prostitutas, hemofílicos, mulheres e a população em geral, o que demonstrou que a Aids não é um problema moral, mas sim, de saúde pública.

Telarolli contou que a Aids, surpreendentemente e com alto custo de vidas, teve uma consequência positiva: “O sistema de doação de sangue no Brasil era péssimo, uma verdadeira roleta russa. Havia doação remunerada, doação de grupos de alto risco, como detentos, e o sangue recebido não era testado adequadamente. A hemofilia praticamente acabou no Brasil porque a Aids matou os hemofílicos, que precisavam consumir o sangue doado. Depois de uma mudança radical de atitude do Governo, hoje o sangue passa por controles rígidos e é muito seguro”.

De acordo com o médico, a prevenção continua sendo o melhor remédio. “Aids não tem cura. O que temos é um tratamento, popularmente conhecido como ‘coquetel’, que permite zerar o vírus em circulação. Se a pessoa interromper o tratamento, o vírus, que se instala em alguns pontos do organismo que chamamos de ‘santuários’, volta a se reproduzir.”

Apesar de várias campanhas de conscientização promovidas nas últimas décadas terem contribuído para diminuir a desinformação, os números da Aids voltaram a aumentar no Brasil, e Araraquara não escapa à regra, com 40 a 50 novos casos notificados por ano. “Hoje, com exceção dos casos de transmissão vertical, isto é, da mãe para o filho no parto, que são raríssimos, podemos considerar que a Aids tem o perfil de uma doença sexualmente transmissível, portanto a melhor prevenção é o uso do preservativo nas relações sexuais”, conclui.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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