Gabriela Palombo terá de se explicar na polícia

Gabriela Palombo terá de se explicar na polícia
Presidente da Fundart de Araraquara e operadora do caixa da instituição municipal manifesta opressão com calúnia acerca de questionamento sobre custos de evento aos cofres da prefeitura e boletim de ocorrência deverá transcorrer em ação penal ao crime

7:52 | Théo Bratfisch| 2018JUN10 | 

Durante a semana passada, um post em grupo fechado em rede social na internet causou discussão acerca dos custos da Parada LGBT 2018 de Araraquara, sendo que o evento no ano anterior custou financeiramente os cofres públicos municipais, através da Fundart de Araraquara, R$ 28.080,00.

O questionamento dizia o seguinte: ‘Qual o custo da parada gay da prefeitura de Araraquara em programa de política pública municipal ao abecedário colorido?’.

Evidentemente, reagiram algumas pessoas ligadas à organização do evento, sobre a importância de se realizar o mesmo, e na sua maioria com comentários para sugestões de ‘cura ao modo individual de se expressar em grupo’.

Um comentário não deixou passar despercebido, que dizia: “Como destilar a sua homofobia de forma discreta …”, postado por uma usuária do grupo fechado em rede social na internet ‘Cobrando seu Vereador’ causando maior indignação pela ratificação desse comentário por Gabriela Palombo, presidente da Fundart – Fundação de Arte e Cultura do Município de Araraquara, operadora dos recursos financeiros repassados pelo governo municipal para o caixa da instituição.

“O assunto em discussão no post é Orçamento Público. Não sou contra eventos dessa natureza e nem caberia por não ser da minha alçada, ao mesmo tempo em que coloco minha posição individualizada como cidadão araraquarense, de não concordar em pagar impostos para que politiqueiros partidários desfilem em carro alegórico para pregar a divisão segmentada da sociedade que é um todo; se querem passear em carro aberto em dia de festa que aluguem um com verbas dos seus gabinetes, já que nenhum desses coloca recurso próprio para se divertirem a custa dos cofres públicos municipais. Como agentes públicos temporários também têm responsabilidades civis sobre o que falam e fazem”, esclarece, o publicitário Théo Bratfisch, que registrou na Polícia Civil o caso de calúnia como tentativa de opressão, através de Boletim de Ocorrência que deverá transcorrer em ação penal para suceder investigações correlatas ao crime.

Recentemente, o secretário municipal de Finanças em Audiência Pública, Donizete Simioni, anunciou que a Prefeitura de Araraquara possui uma dívida de aproximadamente R$ 273 milhões, entre parcelamentos e inscrições em Restos à Pagar e com o risco de aumentar esse déficit para R$ 380 milhões.

Uma das demandas do movimento LGBTI (Lésbicas, Bissexuais e Travestis e Transexuais e Intersexual), é precisamente, colocar em pé de igualdade heterossexualidade e homossexualidade à nível de direitos humanos, e isso passa pela liberdade de se falar abertamente e sem medo de quem se é, e portanto, ter o direito de se dizer o que se pensa e sem qualquer modo ou maneira de opressão ao outro.

Com formação acadêmica e pós-graduações, Théo Bratfisch esclarece que os adolescentes e os jovens são mais suscetíveis para a moldagem embasada em conceitos e ideologias globalizadas de movimentos sociais que inspiram atitudes e comportamentos diferenciados que visam solucionar rapidamente motivos sociais em comum destes adolescentes e jovens identificados pela indústria cultural e influenciados pela comunicação midiática para o consumo, haja vista a quantidade incalculável de produtos e serviços para atender comercialmente esse nicho de mercado mundial absoluto. “A cada dia e com maior grau de atenção é preciso abrir bem os olhos sobre oportunistas e aliciadores das mentes vazias”, ressalta.

A tendência da fabricação e a globalização de movimentos sociais com suporte da comunicação midiática para a industrialização de (novos) conceitos, atitudes e comportamentos sociais, preocupa. Apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números, ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população brasileira. Há cinco níveis de alfabetismo funcional, segundo o relatório Alfabetismo e o Mundo do Trabalho: analfabeto (4%), rudimentar (23%), elementar (42%), intermediário (23%) e proficiente (8%). O grupo de analfabeto mais o de rudimentar são considerados analfabetos funcionais.

 Ano a ano se constata que os poucos eventos oficiais e inseridos por meio de leis municipais no calendário municipal de eventos turísticos, justificados por meio de leis estaduais no calendário estadual ou nacional, não estão sendo cumpridos pelo atual governo municipal que tem realizado eventos municipais segmentados e de modo discricionário em Araraquara.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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