General e equipe de intervenção analisam dados de criminalidade no Rio

General e equipe de intervenção analisam dados de criminalidade no Rio
Análise dos índices de crimes no Carnaval gerou desconfiança

27FEV2018|  7:52 - Análises de Criminalidade/Rio  - Foto:  © Beto Barata/PR

O general do Exército Walter Braga Netto e a equipe de intervenção federal no Rio de Janeiro estiveram durantes os últimos dez dias analisando planilhas de índices de criminalidade do estado elaboradas por três entidades: o Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o jornal O Globo, os militares tinham como objetivo cruzar informações, embora as duas últimas instituições trabalhem com a base de dados da primeira, responsável por compilar e refinar informações extraídas de registros de ocorrências.

A equipe de intervenção elaborou um novo mapa de machas criminais. No entanto, segundo o governo federal, os analistas ainda têm dúvidas se as informações dos registros de ocorrências feitos em delegacias são confiáveis. Além disso, houve contestações em relação à forma como o ISP tipificou parte dos casos.

Braga Netto ficou desconfiado após a divulgação pelo estado, no último dia 16, de uma estatística parcial da criminalidade durante o carnaval. Normalmente, esse tipo de levantamento só é concluído no mês seguinte. Os índices do ISP apontaram um número de roubos a pedestres inferior ao período de folia do ano passado. A estatística parcial aponta que o Carnaval deste ano teve 1.062 registros de roubos a pedestres, contra 1.485 em 2017.

A publicação destaca que a FGV não quis comentar o cruzamento de dados feito pelo comando da intervenção federal. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública informou que vem se aprimorando para dar transparência aos dados. O ISP não quis se manifestar.

O jogador Jefferson Reis, que espancou o gandula Tadeu Francisco no último domingo (19) durante a partida entre Operário e Comercial, pelo Campeonato do Mato Grosso do Sul, se pronunciou sobre o ocorrido. Ele, que teve contrato rescindido com o Operário na segunda (20), está arrependido e pediu perdão. "Queria mostrar que não sou esse Jeferson que estão vendo na imagem. Me arrependo muito e vou pagar por isso. Como já estou pagando", disse o atleta de 22 anos em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo. Jefferson disse que Tadeu agrediu o massagista Raul, de 54 anos, e resolveu “defender” o profissional. “Perdi a cabeça porque ele agrediu um pai de família de 54 anos. Se ele fizesse o trabalho dele certinho, nada disso teria acontecido. Nosso massagista foi falar com ele, e ele o agrediu pelas costas. A briga estava rolando faz tempo. Só filmaram quando estava batendo”, afirmou. “Peço desculpa ao gandula, para a família dele. Para todo mundo que viu isso aí”, acrescentou Jefferson. “Na hora que entrei no vestiário, que tive que ir para delegacia depois, perguntei para mim mesmo: ''O que eu fiz com a minha vida'? Acabei com minha carreira". Ali meu mundo acabou. Foi quando liguei para meu pai, que só chorava. Ele sofreu muito para criar eu e meu irmão sem mãe. E acontece um negócio desse, repercussão no mundo todo. Minha família ligando, preocupada, teve ameaça, pessoas falando que iam me matar”, comentou. O gandula Tadeu Francisco teve o nariz quebrado. "Eu perdoo sim. O perdão é o melhor remédio para acabar com a mágoa no coração", disse Tadeu em entrevista ao UOL.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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