Hamilton é pole com volta mais rápida da história no GP da Austrália

Hamilton é pole com volta mais rápida da história no GP da Austrália
Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel ficaram em segundo e terceiro, respectivamente

10:01 | 2018MAR24 - Folhapress / F1  

Atual campeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton iniciou a temporada 2018 com o pé direito, conquistando a pole position do Grande Prêmio da Austrália na madrugada deste sábado (24) com direito a recorde. O piloto britânico liderou o Q1 do treino classificatório, ficou em segundo no Q2, mas registrou o melhor tempo do Q3 para garantir a primeira posição na largada da prova de domingo (25), no circuito de Albert Park em Melbourne.

Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel ficaram em segundo e terceiro, respectivamente.

O piloto da Mercedes fez 1min21s164, melhor marca da história do autódromo e com larga vantagem grande para o 1min21s828 de Raikkonen e o 1min21s838 de Sebastian Vettel. Depois das duas Ferraris ficaram as Red Bulls de Verstappen (1min21s879) e Daniel Ricciardo (1min22s152).

O Q1 teve Lewis Hamilton terminando no topo e a ascensão das Ferraris, que haviam ficado em quarto e quinto nos treinos livres de sexta-feira e já tinham ido bem no terceiro treino livre, também realizado no sábado. Raikkonen encerrou a primeira parte da atividade na segunda colocação, seguido de Sebastian Vettel. As duas Red Bulls, Max Verstappen e Daniel Ricciardo, completaram o top 5. Parceiro de Hamilton, Bottas foi apenas o nono.

Os eliminados na primeira parte foram os dois pilotos da Toro Rosso, Brendan Hartley (16º) e Pierre Gasly (20º), a dupla da Sauber, Marcus Ericsson (17º) e Charles Leclerc (18º) e o substituto de Felipe Massa na Williams, Sergey Sirotkin (19º).

Hamilton continuou no topo na abertura do Q2, chegando a abrir quase meio segundo de vantagem para Raikkonen, porém Vettel aproveitou a última volta que teve para ser o primeiro piloto a registrar uma volta nada casa do 1min21s, com 1min21s944, e concluir a etapa na primeira posição.

Hamilton ficou em segundo, com 0s107 a menos que Vettel, seguido de perto por Bottas (+0s145), que teve melhora significativa em relação ao começo do treino. Inicialmente em segundo Raikkonen acabou a etapa em quinto, pois Verstappen também o superou e ficou em quarto – Ricciardo foi o sexto.

Se despediram no Q2 as duplas de McLaren e Force India, assim como Lance Stroll, da Williams. Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne ficaram em 10º e 11º, respectivamente, seguidos por Sergio Perez (13º), Stroll (14º) e Ocon (15º).

O Q3 começou e logo teve bandeira vermelha, pois Bottas abusou da ousadia na curva 2 e perdeu o controle do carro, que bateu com a traseira no muro e teve seu lado direito despedaçado, sujando toda a pista. O finlandês saiu ileso do acidente, mas foi obrigado a passar por um teste médico.

Por conta dos danos ao carro, será necessária a troca de câmbio antes da corrida, o que fará com que Bottas perca cinco posições no grid. Após a corrida, o piloto explicou que a grama úmida por conta da chuva que caiu antes do treino classificatório contribuiu para que ele perdesse controle após a realização de uma curta mais aberta do que o ideal.

Na continuação, Hamilton voltou com tudo e não deu chances para a concorrência, terminando com folgas com o melhor tempo do dia: 1min21s164. A última volta do britânico deixou o trio Raikkonen, Vettel e Verstappen a mais de meio segundo de distância. Segundo, terceiro e quarto colocados, respectivamente, os três pilotos ficaram na casa do 1min21s800. Com informações da Folhapress.

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) marcaram para esta terça-feira (20) uma reunião para discutir o impasse em torno da prisão após condenação em segunda instância. Segundo a presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, a reunião foi marcada a pedido do decano, Celso de Mello. O tema interessa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pela segunda instância da Justiça Federal em janeiro por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). Em 2016, por 6 votos a 5, a maioria dos ministros passou a autorizar a execução provisória da pena, antes de esgotados os recursos nos tribunais superiores. Duas ações que tratam da constitucionalidade dessa medida foram liberadas em dezembro pelo relator, Marco Aurélio, para serem julgadas no plenário, mas estão fora da pauta elaborada por Cármen Lúcia. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas, nesta segunda-feira (19), a presidente disse que a reunião desta terça foi solicitada pelo decano. "O que tem de concreto é que o ministro Celso de Mello me disse que seria conveniente nós conversarmos. Não é nem reunião formal, não fui eu que convoquei, mas é comum a conversa acontecer." À noite, em entrevista transmitida pelo Jornal Nacional, da TV Globo, Cármen Lúcia reafirmou que não vai ceder e não vai pautar as ações que tratam do assunto. Uma ala dos ministros quer que a questão seja julgada logo. Integrantes dessa ala dizem acreditar que há maioria para mudar o entendimento vigente a fim de que a prisão só possa ser decretada após julgamento de recurso pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), a terceira instância da Justiça, nos moldes do defendido por Dias Toffoli. As opções da defesa de Lula para evitar eventual prisão estão em duas ADCs (ações declaratórias de constitucionalidade), que tratam da prisão em segundo grau de forma genérica, ou no pedido de habeas corpus preventivo. O relator do habeas corpus, ministro Edson Fachin, já negou o pedido liminarmente, e decidiu que seu mérito deverá ser analisado pelo plenário (composto pelos 11 ministros), e não pela Segunda Turma (formada por cinco). Cármen Lúcia disse à Rádio Itatiaia que o julgamento do habeas corpus pelo plenário independe de ela colocá-lo na pauta, e que cabe a Fachin levá-lo "em mesa" -no jargão do STF, levar em mesa é pedir para que seja votado. Somente o relator pode levar em mesa o habeas corpus. Já as ADCs tiveram embargos declaratórios (um tipo de recurso) apresentados na semana passada pelo Instituto Ibero Americano de Direito Público contra uma decisão liminar do plenário que negou um pedido para suspender as prisões antecipadas. Como os embargos declaratórios questionam um acórdão do plenário, eles precisam ser julgados pelos 11 ministros -o que é visto como uma chance para reabrir a discussão sobre o tema. De acordo com o relator das ADCs, Marco Aurélio, não cabe a ele levar esses embargos ao plenário, pois seu voto foi vencido na ocasião do julgamento da liminar. Caberia ao redator do acórdão, Fachin, que deu o voto vencedor. Procurado, o gabinete de Fachin informou que ele está analisando a matéria. Uma terceira opção para a defesa é algum ministro apresentar a Cármen Lúcia uma questão de ordem, durante a sessão, argumentando sobre a conveniência de julgar as ações. O regimento permite que qualquer integrante da corte faça esse movimento. Com informações da Folhapress.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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