Impeachment depende da pressão popular

Impeachment depende da pressão popular, apesar de ter uma grande estrutura, o PT anda fragilizado, sem suporte até mesmo de seus apoiantes

Após a condução coercitiva de Lula na sexta-feira (4), o PT conclamou a população para defender o ex-presidente nas ruas. O acontecimento lembra as manifestações pelo “Fora Collor”, de 1992, quando a população foi às ruas pedir a queda do então presidente, apesar dos pedidos exaltados de Collor, de acordo com o colunista Rogério Gentile, do jornal Folha de S. Paulo, que se dizia “presidente dos descamisados”, chamava as manifestações de “golpe”, reclamava que a “central única dos conspiradores” pretendia promover o “terceiro turno das eleições” e conclamava a população a vestir as cores da bandeira nacional.

Ainda segundo o colunista, o partido corre o risco de ouvir o mesmo “não” de 1992. Naquela época, o país teve uma onda de manifestações em favor do impeachment no qual os cidadãos pediam cadeia a Collor, fez com que ele durasse mais 44 dias no cargo. Apesar de ter uma grande estrutura, o PT anda fragilizado, sem suporte até mesmo de seus apoiantes. Os últimos acontecimentos tem exigido respostas. O colunista questiona: como convencer alguém a defender o direito do Lula de ser paparicado pela Odebrecht?

Apesar das pessoas que foram para as ruas apoiar o ex-presidente, o número é considerado insignificante para o presidente que já foi o mais popular da história, segundo Rogério. E domingo pode dar uma resposta aos eleitores e à Câmara, pode significar o respaldo que a Casa aguarda para o pedido da saída de Dilma, pois “é a rua” quem define se o impeachment entra na pauta e é aprovado no Congresso, como disse Michel Temer.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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