Médica e ativista por direitos das pessoas com deficiência é reconhecida como cidadã araraquarense

Médica e ativista por direitos das pessoas com deficiência é reconhecida como cidadã araraquarense

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A indicação do título foi feita pelo vereador Elias Chediek

IDN/Interior/Araraquara

Por meio de requerimento de autoria do vereador Elias Chediek (MDB), a médica especialista em anomalias da visão Lydia da Cruz Marques recebeu o Título de Cidadã Araraquarense na noite de sexta-feira (29), em solenidade realizada no Plenário da Câmara Municipal. A entrega do título contou com a presença do parlamentar, de amigos, familiares e da coordenadora da Atenção Básica no município, Talita Martins.

Lydia nasceu em São Paulo, mas foi em Araraquara que desenvolveu grande parte do trabalho enquanto ortóptica, ajudando na reabilitação das pessoas com baixa visão e cegueira. Para Chediek, a indicação é um reconhecimento pelos serviços prestados pela profissional. “A Câmara sempre procura pessoas de destaque na sociedade e a Dra. Lydia é extraordinária. Com cinco anos de idade, os pais a levaram em uma espécie de orfanato com pessoas com deficiência visual e, ainda muito pequena, ela teve a sensibilidade para olhar a necessidade do outro. Ao longo da vida, estudou, se especializou e, hoje, é uma das pessoas que fazem a diferença na nossa cidade.”

Ela foi uma das fundadoras e, atualmente, é vice-presidente da Para-D.V, ONG criada em 1995, que tem como objetivos o desenvolvimento e a inclusão de pessoas com deficiência visual. Para Lydia, é necessário “acreditar que essas pessoas podem realizar” e “tentar trabalhar para que os pais acreditem, que eles continuem sonhando com seus filhos. Não é porque você teve um filho com deficiência que o sonho deve ser interrompido.  Basta dar condições para essa criança continuar tudo que ela pode ser. Elas têm potencial, apenas é preciso garantir acessibilidade, mais nada”, explica.

O cuidado com o outro, a empatia e a entrega são marcas do trabalho de Lydia, que é inspiração para muita gente. Quem fala emocionada sobre o assunto é a filha Ligia. “Desde pequena, eu vi que o que a minha mãe mais queria era ajudar as pessoas, independentemente do que ela ganharia com isso. Eu sempre fui muito motivada e não é apenas por isso que escolhi a medicina como profissão, mas é devido a esse exemplo que eu busco ser uma pessoa melhor e ajudar os outros. Eu tive esses valores em casa e eu quero tentar fazer pelo menos um pouco do que minha mãe fez e faz.”

Ao final da homenagem, Lydia agradeceu os presentes e encerrou seu discurso de com um trecho do livro “Ensaio sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago. “Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos. Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para reger-se por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem por este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa”, concluiu.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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