Os superpoderes do alecrim contra a demência e Alzheimer

Os superpoderes do alecrim contra a demência e Alzheimer

| IDNews |Via Notícias ao Minuto |Brasil|

Inúmeras propriedades benéficas para o bom funcionamento do cérebro são creditadas a esta planta, mas será que são verdade?

IDN/Gastronomia & Saúde

 

Em ‘Hamlet’, a obra intemporal de William Shakspeare, Ofélia diz ao irmão, Laerte, que o alecrim é bom para a memória. E a crença nos poderes da erva perduraram por séculos. Mas será que se trata apenas de uma crença popular ou que tem de fato fundamento científico?

A BBC resolveu investigar e decidiu conversar com o professor da Universidade da Northumbria, Mark Moss, que estuda os possíveis benefícios do óleo essencial de alecrim para a memória. Em uma das pesquisas de Moss com uma equipe de investigadores eles analisaram os efeitos do óleo de alecrim nos idosos.

Os idosos, que achavam que estavam testando uma água com vitaminas, entravam em uma sala que havia sida exposta a uma infusão de óleo de alecrim, óleo de lavanda e por outra sala sem qualquer cheiro.

Depois de estarem na sala, os voluntários passavam por um teste de memória. Os resultados que mostraram foi incrível: após passarem pela ‘sala de alecrim’, os idosos realmente tinham melhores notas nos exames. Já o cheiro da lavanda diminuiu a sua performance – sendo que, na medicina ancestral, ela é associada com o sono e relaxamento, o que faz sentido.

Existem compostos no óleo de alecrim que podem, sim, ser responsáveis pela mudança na performance da memória. Um deles é o eucaliptol, com um aroma extremamente agradável e que pode agir da mesma forma que drogas aprovadas para o tratamento de demência, já que causa um aumento do neurotransmissor chamado acetilcolina. Basicamente, o composto impede que esse neurotransmissor se transforme em uma enzima. Isso seria plausível em relação ao óleo, já que sabemos que a inalação é uma das maneiras mais eficazes de produzir efeitos no cérebro.

E por que o óleo seria melhor do que a ingestão do alecrim? Basicamente porque quando comemos algo, o fígado processa os químicos. Mas quando a administração da substância é por inalação, as moléculas passam diretamente para a corrente sanguínea, sem serem processadas pelo fígado, e indo para o cérebro. Tanto que testes com os voluntários da pesquisa de Moss apresentaram traços do óleo de alecrim no sangue.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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