Palmeiras sofre, mas elimina Flu nos pênaltis

Foi com muito sofrimento, mas o Palmeiras está na final da Copa do Brasil pela quarta vez em sua história. Nesta quarta-feira, a equipe alviverde venceu o Fluminense por 2 a 1, no Allianz Parque, e depois por 4 a 1, nas cobranças de pênalti, para seguir em busca de ser terceiro título na competição – já foi campeão em 1998 e 2012, além de vice em 1996.

Parecia que a classificação viria com tranquilidade, depois que Lucas Barrios levou o clube alviverde com vantagem de 2 a 0 para o intervalo, graças a um passe açucarado de Robinho e um rebote em pênalti perdido por Zé Roberto.

No entanto, Fred diminuiu para o clube carioca, e só não classificou o Flu porque Fernando Prass fez um verdadeiro milagre nos acréscimos para levar o duelo para os pênaltis – a equipe do Rio havia vencido pelo mesmo placar na ida.

Na marca da cal, brilhou novamente a estrela de Prass, que defendeu a cobrança de Gustavo Scarpa, para depois ver Gum isolar por cima de sua meta.

Como todos os palmeirenses acertaram suas cobranças, a equipe anfitriã faturou por 4 a 1 e eliminou o adversário.

O adversário na final será o Santos, que voltou a vencer o São Paulo, desta vez na Vila Belmiro, e também avançou para a decisão. Será a primeira vez que a Copa do Brasil terá um duelo paulista nas partidas derradeiras.

Vale lembrar também que será a segunda vez que Palmeiras e Santos decidirão um troféu em 2015. No Paulistão, o “Peixe” levou a melhor e ficou com a taça.

As finais estão marcadas para os dias 25 de novembro e 2 de dezembro. Os mandos de campo serão definidos em sorteio na sede da CBF, nesta quinta-feira.

O jogo

No embalo da torcida, o Palmeiras começou com sua marcação adiantada e criou a primeira boa chance aos 8 minutos, quando Dudu enfiou boa bola para Robinho na grande área. O meia dominou e bateu cruzado, mas Diego Cavaliei defendeu com as pernas e salvou o Fluminense. A resposta carioca veio pouco depois, quando Gustavo Scarpa levantou da esquerda, Marlon cabeceou e Fernando Prass se esticou todo para afastar o perigo.

Aos 14, a torcida alviverde festejou pela primeira vez. A bola ia saindo pela linha de fundo, mas Robinho acreditou na jogada e recuperou antes de sair. Com um ótimo cruzamento à meia altura, ele encontrou Barrios livre para completar para o fundo das redes. Explosão de alegria no Allianz Parque, já que o resultado já dava a classificação ao Palmeiras.

A alegria ficou ainda maior logo na saída de bola, quando o time anfitrião recuperou e viu Gabriel Jesus ser lançado em ótima condição. O lateral Wellington Silva chegou de maneira estabanada, derrubou o atacante e o árbitro Anderson Daronco marcou pênalti – os atletas da equipe carioca reclamaram que o lance foi fora da área, mas o juiz gaúcho não deu ouvidos.

Na cobrança, Zé Roberto bateu e Cavalieri defendeu, mas Barrios, oportunista, arrematou o rebote e ampliou a vantagem.

O segundo gol palmeirense fez o Flu acordar e tentar uma reação. Aos 28, Gustavo Scarpa fez boa jogada pela esquerda, fintou um marcador e disparou forte, para ótima defesa de Fernando Prass. Na sobra, Vinícius tentou emendar um voleio, mas mandou por cima do travessão. Depois, aos 36, após Zé Roberto cometer falta na lateral, Marcos Jr. cruzou e Cícero cabeceou com muito pergio, mas à direita da meta adversária.

Bem postado, porém, o time da casa soube controlar a pressão dos cariocas e quase fez o terceiro já nos acréscimos, quando Matheus Sales recebeu enfiada, tentou chute cruzado e Barrios chegou um segundo atrasado para completar para as redes – o paraguaio pediu pênalti de Breno Lopes, mas Daronco não deu. Mesmo assim, o Palmeiras foi para os vestiários com uma confortável vantagem de dois gols.

Na volta do intervalo, o Flu foi para cima logo no primeiro lance. Wellington Silva fez boa jogada pela direita e ficou em boa condição, mas isolou seu cruzamento e irritou Fred. A equipe tricolor seguiu em cima, sempre tentando assustar na base do “chuveirinho”. Após afastada ruim da defesa palestrina, Gérson, que havia entrado no lugar de Marcos Jr., chutou bonito, mas por cima.

Após sofrer pressão forte durante os primeiros sete minutos, o Palmeiras tentou resposta com Dudu, que ganhou jogada de Marlon, invadiu a área e chutou forte, só que longe da meta de Cavalieri.

Diferente do primeiro tempo, porém, a etapa complementar caminhou escassa de chances, com os dois clubes errando muitos passes. Os técnicos tentaram responder com alterações. No time mandante, saiu Robinho, que voltava de lesão, e entrou Rafael Marques. Já no Fluminense, Eduardo Baptista tirou o lateral Breno Lopes e mandou a campo o atacante Osvaldo.

Melhor em campo, o Fluminense diminuiu aos 25, com Fred, que sempre deixa sua marca contra o Palmeiras. Após cruzamento de Gérson da direita, o artilheiro, mesmo à meia-bomba, cabeceou fora do alcance de Prass.

O gol deixou a equipe das Laranjeiras ainda mais animada, e a pressão continuou forte no Allianz Parque. Se no primeiro tempo Marcos Jr perdeu todas para Zé Roberto, o meia Gérson mudou a história e passou a levar vantagem sobre o veterano palmeirense. O articulador criava diversas chances de perigo, fazendo a torcida anfitriã prender a respiração.

Aos 37, o jovem talento do Flu, que já está negociado com a Roma, da Itália, limpou a jogada e bateu forte, de fora da área, exigindo difícil defesa de Fernando Prass. Cinco minutos depois, o próprio Gérson recuperou a bola no campo de defesa, puxou contra-ataque e Osvaldo só não marcou porque Lucas chegou em cima da hora para mandar para escanteio.

Gazeta Press

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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