PM procura capitão acusado de integrar milícia na zona oeste do Rio

PM procura capitão acusado de integrar milícia na zona oeste do Rio

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O capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Leonardo Magalhães Gomes da Silva é considerado foragido

IDN – Polícia Militar

Já é considerado foragido da Justiça o capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Leonardo Magalhães Gomes da Silva, acusado de comandar uma milícia que age na região das Vargens Pequena e Grande, na zona oeste da cidade. Conhecido como Capitão, o oficial, que está sem função na PM, foi alvo hoje (9) da Operação Porto Firme, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especializada contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, em conjunto com a Delegacia de Homicídios da capital e a Corregedoria da PM.

A 1ª Vara Especializada da capital expediu mais 15 mandados de prisão preventiva e 51 de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo de milicianos. A Polícia Civil prendeu, até o fim da tarde, cinco pessoas com  mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Na operação, foi preso em casa o cabo PM Fernando Mendes Alves, conhecido como Biro, que era responsável pela proteção aos demais membros do grupo, para que forças externas não os incomodassem, inclusive intervindo em ações da Polícia Civil. Ele trabalhava na Operação Centro Presente e tinha posição de destaque no grupo de milicianos. O capitão e o cabo da PM são acusados de integrar organização criminosa responsável por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, extorsão, homicídios, agiotagem e corrupção ativa.

A investigação teve início com a apuração do assassinato de Marcus Vinícius Calixto, em 2018, em Vargem Grande, por contrariar interesses do grupo criminoso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os investigadores constataram que a organização, conhecida na região por atuar com extrema violência e com largo emprego de armas de fogo, não guardava em suas atividades uma separação rígida entre as tarefas atribuídas a seus integrantes, sendo possível, no entanto, identificar e destacar a hierarquia e a predominância no desempenho de funções de cada um, critério este usado para a divisão do grupo em núcleos.

“Logo abaixo do comando exercido por Capitão, apoiado por Biro, com atribuições de interferência no trabalho das autoridades públicas, além da orientação e decisão dos rumos a serem tomados pelo grupo, estava o núcleo gerencial, exercido por três de seus membros, com posição hierárquica mais alta que os demais componentes, e, em seguida, o núcleo operacional, composto por todos os demais membros do bando, exercendo tarefas tais como as de “vapor” e “olheiro”, diante da principal atividade econômica do grupo, a venda de entorpecentes. Também foi constatado que o grupo executava ações destinadas à proteção de seus integrantes contra inimigos, agindo com violência, intimidação ou até mesmo com a eliminação dos inimigos”, diz a denúncia.

Na ação foi presa também Ana Lúcia da Silva Alves, de 54 anos, mãe de Gabriel da Silva Alves, considerado o número 3 na hierarquia da milícia. Ela foi presa em casa, em Vargem Grande. O filho está foragido. Em interceptação telefônica autorizada pela Justiça, os investigadores descobriram que Ana Lúcia ordenou a morte de policiais civis que investigavam a quadrilha.

Para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital, o Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou nesta quinta-feira um cartaz com informações que podem levar à localização e prisão do oficial do capitão Leonardo Magalhães Gomes da Silva, que tem 33 anos.

Ele está com a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido da Justiça, por integrar milícia na zona oeste do Rio.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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