Araraquara

PPG-DTMA da Uniara disponibiliza nova edição da revista eletrônica Retratos de Assentamentos

PPG-DTMA da Uniara disponibiliza nova edição da revista eletrônica Retratos de Assentamentos
Publicação pode ser lida e baixada gratuitamente

09MAR2018 | 9:37  - Assessoria de imprensa da Uniara – 

O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente – PPG-DTMA da Universidade de Araraquara – Uniara disponibilizou a nova edição da revista científica eletrônica “Retratos de Assentamentos”. A publicação pode ser lida e baixada gratuitamente no link https://goo.gl/kfGPyv.

“Esse número vem em um contexto político e econômico de imensos desafios para os avanços recentemente conquistados pelas categorias sociais rurais no Brasil. Indiscutivelmente, nas áreas de segurança alimentar, educação, assistência técnica, mercados e políticas públicas em geral, a agricultura familiar se depara com um contexto de avanços e retrocessos”, afirmam os professores Vera Lúcia Silveira Botta Ferrante e Dulce Consuelo Andreatta Whitaker e Henrique Carmona Duval, membros da comissão editorial do periódico.

Eles comentam que a revista continua com a política editorial de ser mais aberta à publicação de jovens pesquisadores e a trabalhos de pós-graduandos com análises empíricas, em colaboração com seus pares. “As temáticas são variadas e abarcam análises sobre o mundo rural e suas relações com o urbano, procurando, sobretudo, democratizar o acesso aos mecanismos de formação e construção de conhecimento”, destacam.

A nova publicação foi organizada em quatro blocos “que revisitam temas que vêm sendo discutidos em outros volumes”. “O primeiro deles trata do abastecimento, da segurança alimentar e das políticas públicas, bem como seus impasses e avanços. São discutidas criticamente as transformações no abastecimento alimentar desde a década de 1960 no Brasil, quando as megaestruturas de comercialização, como os hipermercados, passaram a dominar toda a cadeia de distribuição de alimentos, influenciando inclusive os padrões de consumo e a dieta da maioria da população”, explicam os professores.

Em relação ao segundo bloco, eles mencionam que temas como agricultura urbana, agroecologia e economia solidária fazem parte das discussões suscitadas pelos artigos. “A agricultura urbana é discutida como uma experiência possível em município de porte médio, e o artigo mostra sua amplitude quando é tratada com seriedade pela gestão municipal. Ainda mais, é expressão viva de que não há fronteiras rígidas entre rural e urbano quando se trata de inúmeras experiências diferenciadas que agregam elementos do campo da economia solidária. Por outro lado, experiências como os Núcleos de Estudos em Agroecologia – NEAs, adotados enquanto política científica em editais do CNPq, em parceria com ministérios, sobretudo o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, são provas irrefutáveis de que, com baixos recursos públicos, é possível transformar realidades territoriais com base na agroecologia. Evidenciam-se experiências diferenciadas dos modelos convencionais de desenvolvimento rural, muitas vezes ignoradas pelos gestores e por parte da comunidade acadêmica”, apontam.

O terceiro bloco, segundo Vera, Dulce e Duval, é voltado à análise da Educação Rural em perspectiva histórica, mas também na atualidade em assentamentos e em comunidades indígenas. “A cultura escolar é analisada na perspectiva de conjunturas políticas e sociais, em um dos artigos que dialoga criticamente com fontes documentais. Em outro artigo, analisam-se comunidades indígenas e a construção de propostas pedagógicas para a formação de docentes, que geralmente não levam em conta a participação dos professores indígenas. Com isso, expõem-se não haver atendimento às especificidades culturais das comunidades e suas demandas políticas”, alertam.

Por outro lado, eles lembram que os autores “apontam relevantes conquistas das comunidades no acesso à educação, inclusive superior, o que é digno de comemoração”. “Há também a apresentação de um estudo de caso acerca de capacitações e cursos dados em comunidade rural pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR, objetivando-se expor as dificuldades de cursos técnicos que qualificam a produção, mas têm problemas de continuidade com outras políticas públicas e não fazem a conexão com canais de comercialização, comprovadamente um dos bloqueios para o desenvolvimento dos assentamentos”, dizem.

Artigos do fluxo contínuo que tratam de temas diversos, “mas igualmente importantes nos estudos da ruralidade”, compõem o último bloco. “O tema da juventude aparece com um estudo empírico no sul de Minas Gerais, que enxerga a sucessão familiar como um processo de transmissão do comando da propriedade, no qual o risco de dissolução é alto, pela falta de planejamento familiar. O artigo põe à tona, também, os tabus religiosos, no sentido de que a sucessão é evitada pelas famílias em razão de sua associação com a morte dos pais”, detalha a comissão editorial.

Em outro artigo mencionado por Vera, Dulce e Duval, “histórias de vida de famílias rurais são retratadas em um exercício metodológico que reconstrói a militância dos pais, alertando para dimensões poucos visíveis na luta pela terra”.

“Encerrando o volume, e na contramão da bancada ruralista, um artigo apresenta a atuação da bancada do PT como protagonista da reforma agrária no Congresso Nacional, situação que certamente não corre por mares tranquilos. Essa edição não quer alimentar consensos, mas sim estimular debates, analisar casos concretos, produzir críticas e a continuidade das nossas utopias”, finalizam os docentes.

A revista “Retratos de Assentamentos” é editada pelo Núcleo de Produção Científica da Uniara. Outras informações sobre o periódico podem ser obtidas no endereço http://retratosdeassentamentos.com

A empresa de auditoria PricewaterhourseCoopers (PwC), a empresa Kaspersky Lab, a consultora Gartner e vários especialistas consideram o problema da cibersegurança como a maior ameaça para os negócios. As empresas estão gastando milhões de dólares para se protegerem de ataques informáticos, sobretudo os bancos. Segundo um recente relatório da PwC, o que mais preocupa os investidores em todo o mundo é a escassez de medidas de segurança informática nas empresas. Deles, 41% acreditam que os ciberataques são uma grande ameaça. A Kaspersky Lab, empresa russa de segurança cibernética, alertou que as pequenas e médias empresas sofrem 43% desses ataques cibernéticos, uma percentagem que coloca essas empresas na mira dos hackers. De acordo com um estudo da Gartner, em 2018 as empresas gastarão 96,3 bilhões de dólares (R$ 313 bilhões) para proteger-se desse tipo de ataques – um aumento de 8% em comparação com 2017. É de sublinhar que durante muito tempo os investimentos na segurança informática foram mantidos a um nível mínimo necessário para cumprir a legislação. Entretanto, nos últimos três anos tem sido observada uma tendência de investir mais na cibersegurança, explicou Mikhail Lapin, diretor de projetos da empresa Bell Integrator. + Em que período do dia você deve evitar as redes sociais? Entre os ciberataques mais graves, Lapin lembrou o roubo, no fim de janeiro, de 530 milhões de dólares [R$ 1,24 bilhões] em criptomoedas na bolsa de moedas digitais Coincheck, uma das mais importantes casas de câmbio virtuais. Todo o dinheiro no mundo Nos próximos três ou cinco anos, veremos um crescimento notável das despesas destinadas a aumentar a segurança da informação. Trata-se de um aumento entre 4% e 8% anuais, informou Lapin. Mas nem todos os problemas podem ser resolvidos através de dinheiro. Para se protegerem, as empresas terão de inculcar a cultura dos dados pessoais para evitar a divulgação de informações ou dados confidenciais a terceiros. A Gartner prevê que, até 2020, mais de 60% das corporações vão investir grandes quantidades de dinheiro em ferramentas de segurança da informação. Trata-se de evitar a perda de dados, criptografá-los e auditá-los. Agora a cifra é de 35%. Entretanto, uma das outras principais ameaças não é tanto que aumente o número de ataques informáticos e vazamento de dados, mas que aumente o custo da aplicação de medidas de segurança que não funcionam. E os especialistas insistem: sua eficácia é limitada. Por essa mesma razão, a busca de outros tipos de soluções mais baratas é algo que se torna a tarefa mais importante para as empresas privadas. Com informações do Sputnik Brasil.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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