Trabalho e dificuldades dos agentes de combate a endemias são apresentados na Tribuna Popular

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IDN/Araraquara

Durante a 105ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Araraquara, realizada na terça-feira (23), Débora Baggio Sene Valila, credenciada por um grupo de 30 cidadãos eleitores no município, explanou como é distribuído e realizado o trabalho do agente de combate a endemias na cidade.

“Embora tenha chegado a essa Casa e circulado na mídia que somos 106 agentes, contamos com 75 agentes assíduos na realidade, para cuidarmos de aproximadamente 220 mil habitantes”, disse, detalhando a distribuição desses agentes.

Segundo Débora, o Ponto Estratégico (PE) conta com seis agentes e é responsável pela vistoria em ferro-velhos, borracharias e empresas de grande porte, como ALL e Iesa. Já em Imóveis Especiais (IE), são seis agentes responsáveis por vistoriar imóveis de grande porte, com grande circulação de pessoas, como Terminal de Integração, escolas, creches, rodoviária e hospitais.

No Grupo de Educação (IEC), os cinco agentes são responsáveis por programar, organizar palestras, feiras, entre outras intervenções junto às escolas, para a conscientização e trabalho com crianças e adolescentes, visando também à prevenção e cuidados para evitar criadouros do mosquito. No apoio ao PSF são seis agentes responsáveis pela vistoria em todos os imóveis que não são cadastrados nas áreas de PSF, como comércios, construções e terrenos baldios.

A nebulização conta com 13 agentes responsáveis pela aplicação de inseticida com máquina costal, associada com vistoria anteriormente. Na higienização de EPIs são quatro agentes que são responsáveis pela assepsia, separação, substituição e formação de kits de EPI usados pela nebulização.

Mais quatro agentes atuam na notificação, ou seja, são responsáveis pela vistoria de casas ou terrenos oriundos de reclamações e denúncias. São casas abandonadas e que estão em imobiliárias. Já o caminhão conta com dois agentes responsáveis por coletar materiais considerados criadouros, que são retirados de residências, terrenos baldios e empresas.

“Finalmente e não menos importante, a equipe do Casa a Casa. Ela é subdividida em quatro, com número total de 30 agentes frequentes”, explicou Débora, relatando todo o trabalho que é realizado.

Dificuldades para trabalhar

“Poucos entendem nossa dificuldade para a realização das vistorias, quando encontramos diversas situações”, afirmou. De acordo com Débora, os principais empecilhos são casas grandes e antigas, sem manutenção necessária, muitas vezes ocupadas por pessoas idosas e debilitadas, com orientação de não atender a porta pelos próprios familiares; moradores em movimento na casa, com som, TV, entre outros em funcionamento, que deixam de atender; morador que muitas vezes por interfone diz estar trancado, sem chaves, impossibilitado de atender aos agentes; morador que diz não ter autorização do proprietário ou patrão para liberar a vistoria; menor de idade sozinho; morador que diz não ter condições de prender o cão muito bravo ou, usando de ironia, pedindo para entrar, mas que não se responsabiliza caso haja um ataque. “Entre outras desculpas cada vez mais frequentes que nos impedem de realizar vistorias”, relatou.

“Os casos de dengue foram aumentando, ficamos meses nos dividindo pela cidade inteira, realizando bloqueio. São mais de 20 anos, mas nada mudou desde que a Vigilância Epidemiológica foi criada em Araraquara. A principal orientação é a mesma: não deixar água parada. Mas no ciclo do Casa a Casa, prevenção e orientação, o que mais escutamos são insultos e sarcasmos vindo dos moradores. As pessoas nas ruas fazem chacota, nos agridem verbalmente, passamos por muita humilhação. Recentemente, uma colega nossa foi agredida fisicamente com um golpe na cabeça, após encontrar larvas no imóvel de um morador. Foram inúmeras agressões, facas, pedaços de madeira, cães, assédio, entre outros riscos”, enfatizou.

Débora disse, ainda, que foram sugeridas várias medidas que agregariam ao controle de vetores. “Apresentamos um projeto para melhoria da logística, com o apoio da nossa coordenação, que se fez muito importante, projetos de prevenção, plano de carreira, com o cargo de supervisor, aumento dos agentes, veículos e motoristas”, disse.

“Quero enfatizar que não há gratificação que nos faça trabalhar melhor, pois já trabalhamos com afinco e dedicação. É injusto sempre sermos julgados, culpados, descredibilizados e violentados verbalmente por causa da epidemia”, finalizou.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

Beto Fortunato

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