Violência contra a mulher é tema na Tribuna Popular da Câmara Municipal

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Araraquara, Maria Regina Rolfsen Francisco Chediek, acompanhada pela Coordenadora do Centro Afro, Alessandra de Cássia Laurindo, ocupou a Tribuna Popular da Câmara Municipal, na sessão ordinária desta terça-feira, 24 de novembro para falar sobre o Seminário da Não Violência Contra a Mulher.

Regina lembrou que em 25 de novembro de 1999 a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher como a busca para estimular que se discuta o tema tão importante.

Agradeceu a artista Plástica Márcia Camargo que criou a gravura para o material de divulgação e destacou os eventos realizados no mês de novembro.

Dia 09 – Abertura do seminário na Uniara com a presença da vereadora Edna Martins (PSDB) que apresentou dados sobre o Mapa da Violência 2015.

Dia 11 – O emprego e a renda feminina em Araraquara- com Prof. Doutora Helena de Lorenzo, Mirlene Severo e Arary Ferreira.

Dia 12 – “O desrespeito ao feminino e as várias faces da violência” –Prof. Dr. Zildo Gallo.

Dia 13 -”As diversas faces da Violência contra a mulher desdobramentos e luta” com Advogada Fernanda Varques Martins.

Dia 23 – Mesa redonda- “Lei do Planejamento familiar” implicações para a realização da laqueadura: avanços e desafios.

Também convidou para o encerramento do seminário nesta quarta-feira, dia 25 na Praça das Bandeiras com a exibição do Filme Anjos do Sol e em seguida um debate com Carlos Eduardo do Carmo Oliveira- psicólogo e psicanalista.

Maria Regina apontou a violência contra a mulher no mundo e no em nosso país: “O Brasil é o quinto país do mundo onde mais se matam mulheres. Atrás apenas de Rússia, Guatemala, Colômbia e El Salvador. O país tem uma taxa de 5 mortes por 100.000 mulheres, de acordo com o estudo Mapa da Violência 2015” disse.

Alessandra Laurini frisou a importância do mês de novembro que agregou o movimento negro e a luta das mulheres, destacando a marcha das mulheres negras em Brasília com mais de 50 mil participantes e com a conquista de uma pauta extensa com a presidente Dilma Rousseff. “Lamento que a grande mídia brasileira tenha destacado apenas o incidente no final, onde houve confronto e violência, não o movimento em si. Peço aos senhores vereadores uma nota de repúdio contra o ocorrido na Capital”, solicitou.

Câmara Municipal 
Setor de Comunicação

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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