Araporã promove oficina sobre diversidade étnica e representação gráfica de povos indígenas

Araporã promove oficina sobre diversidade étnica e representação gráfica de povos indígenas 
Atualmente cerca de 40 mil índios vivem em comunidades sob a tutela da Funai no Estado de São Paulo
8:27| 11/08/2016
Théo Bratfisch

Realizada em 10 de agosto, a oficina de povos indígenas, foi apresentada pela professora Talita Mara Cotini do Grupo de Educação Patrimonial da Fundação Araporã de Araraquara. Araporã tem origem tupi-guarani e significa luz bonita (Ara – dia, luz, tempo, clima, nuvem, hora, nascer e Porã – bonito). Na oficina os participantes criam sua xilogravura como uma técnica indígena aplicada em objetos e na própria pintura corporal que expressam significados diversos na cultura de povos indígenas. No Estado de São Paulo atualmente cerca de 40 mil índios vivem em comunidades sob a tutela da Funai – Fundação Nacional do Índio. A comunidade regional mais próxima de Araraquara fica localizada no município de Bauru.

Há 22 anos, a constituição da Fundação Araporã se deu em 1994 como uma organização civil destinada a atender interesses coletivos, sem fins lucrativos como resultado de um pedido da líder guarani Édina Silva de Souza aos pesquisadores do CEIMAM – Centro de Estudos Indígenas “Miguel A. Menéndez” da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Araraquara. Filha do líder guarani Marçal de Souza Tupã-I assassinado em 1983, Édina se tornou presidente da Associação da Mulher Araporã da aldeia Bororó em Dourados no Estado de Mato Grosso.

As ações da Fundação Araporã estão em consonância com a Constituição Federal Brasileira de 1988 que através de seu artigo 231 estabelece que são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. Os trabalhos regionais implementados pela Fundação Araporã são realizados em parceria com o CEIMAM como eventos e ações de caráter social, cultural, acadêmico e de extensão universitária.

O publicitário Théo Bratfisch e presidente da ABATur – Associação de Bueno de Andrada para Cultura e Turismo Rural participou da atividade de criação de xilogravuras indígenas com a professora. dra. Dulcelaine Nishikawa e palestrante Talita Cotini pela Fundação Araporã.

A atividade faz parte do Ciclo de Palestras 2016 sobre Educação Patrimonial no Brasil – Realidades e Desafios, nos dias 10 e 11 de agosto na Uniara.
Mais informações no site fundacaoarapora.org.br

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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