Contra impeachment, Lula se abate e passa a receber ‘nãos’

Contra impeachment, Lula se abate e passa a receber ‘nãos’, nem o Lula está conseguindo. Não tem mais jeito
11:53|17/04/2016
Falhou conversa com Edir Macedo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentava agendar uma conversa com o bispo Edir Macedo, porém na noite de quinta-feira (14) um ministro do Palácio do Planalto informou que a tentativa de de tal reunião havia falhado.

“Nem o Lula está conseguindo. Não tem mais jeito”, disse o auxiliar da presidente Dilma Rousseff, dando a entender que governo, naquele momento, já não acreditava reverter o quadro na batalha contra o impeachment, segundo informações da Folha de S. Paulo.

Faltando poucas horas para o início da discussão do processo no plenário da Câmara dos deputados, ministros mais próximos da presidente telefonavam para os aliados de Lula.

As contas estavam sendo feitas: a tabela mais otimista mostrava 176 dos 172 votos necessários para barrar o impedimento, porém Lula sabia que a margem era apertada demais.

Visivelmente cansado e apreensivo, o ex-presidente tentava transmitir confiança aos aliados e dizia que era hora de se focar nos deputados indecisos, em abstenções e possíveis ausências.

Se não conseguissem apoio necessário para derrubar o impeachment, era preciso fazer com que a oposição não chegasse aos 342 votos que confirmam o andamento do processo.

Porém o petista estava exausto. Desde que desembarcou em Brasília, na terça (12), o cenário piorou rapidamente, com a debandada de importantes partidos da base aliada, como PP e PSD.

Depois do almoço com os ministros Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) para estabelecer a nova estratégia, Lula tentou agendar encontro  com Aguinaldo Ribeiro (PB), líder do PP na Câmara.

O deputado, porém, negou o convite de Lula, e os aliados se espantaram com “um raro ‘não’ a Lula”.

O ex-presidente resolveu reeditar o discurso. De “O que você precisa para ficar com a gente?” passou a falar do vice Michel Temer (PMDB), que ganhava prestígio entre deputados antes pró-Dilma às vésperas do início do debate no plenário da Câmara.

“Confie na minha palavra. Eu vou mudar o governo. Com o Temer, você não sabe no que pode acreditar.”

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

Beto Fortunato

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