Ex-vereador Napeloso é condenado

Ex-vereador Napeloso é condenado  
Pena é de 7 anos (semiaberto e mais 7 meses no aberto), em Araraquara

A Justiça de Araraquara condenou o ex-vereador Ronaldo Napeloso a sete anos de prisão por lavagem de dinheiro, em regime semiaberto, e mais sete meses por fraude processual, em regime aberto, além de ser multado em 23 salários mínimos pelos dois crimes.
Na decisão, o juiz concluiu que Napeloso e o filho Leonardo Napeloso compraram um apartamento no valor de R$ 300 mil com dinheiro de suposta corrupção.

O filho recebeu pena de três anos de prisão em regime aberto, além de multa de cinco salários mínimos. O advogado deles informou que ainda não teve acesso à sentença, mas todos podem recorrer em liberdade.

Ademir Trisólio, que simulou  a compra do imóvel, também foi condenado a três anos em regime aberto por ocultar bens, mais seis meses de detenção, também em regime aberto, por fraude processual mais  multa de 30 salários mínimos.

Já o dono de uma imobiliária, que também foi denunciado por envolvimento no esquema da compra, foi absolvido dos crimes.

O caso
Em setembro de 2013, os bens de Napeloso e do filho dele foram bloqueados pela Justiça para ajudar nas investigações de enriquecimento ilícito. O ex-vereador era suspeito de comandar um esquema de desvio de verbas nas secretarias de Agricultura e de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Sustentável.
Napeloso foi secretário de Agricultura no primeiro mandato do prefeito Marcelo Barbieri (PMDB), entre 2009 e 2012.  Também foi investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas e cobrança de propina.

Segundo ação do MP, o ex-vereador teria simulado a venda de uma casa, da qual é proprietário, para justificar a origem de R$ 300 mil utilizados na compra de um apartamento em que seu filho aparece como dono.

Ronaldo Napeloso renunciou ao cargo de vereador no dia 16 de agosto, após ser solto da prisão onde estava desde o dia 6 de agosto. Ele foi libertado após um habeas corpus concedido através de uma liminar do TSE.

Com a renúncia, uma investigação do Conselho de Ética da Câmara foi suspensa. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, a mesa diretora aguarda o fim das investigações da Polícia Federal para decidir se uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) será instaurada.

Desvio
Segundo a PF (Polícia Federal) , o ex-vereador teria desviado mais de R$ 1 milhão. Ele foi preso durante a Operação Schistosoma, que teve início em dezembro de 2012 depois que investigações apontaram que o vereador ostentaria patrimônio maior que o declarado à Justiça Eleitoral. Segundo a PF, as investigações constataram que vários imóveis eram suprimidos das declarações ou apontados valores de aquisição muito inferiores ao de mercado.

Com informações do G1

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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