Homem morre na região da cracolândia após briga entre usuários, diz polícia

Uma testemunha contou à polícia que Antônio Fernando Moura, 73, e um outro homem passaram a manhã discutindo. Os dois viviam nas ruas da capital.


Uma briga entre usuários de drogas deixou um homem morto no centro de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (6). Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu no cruzamento entre a avenida Duque de Caxias e a alameda Barão de Limeira, nos Campos Elíseos -perto da área onde se concentram frequentadores da cracolândia.

Uma testemunha contou à polícia que Antônio Fernando Moura, 73, e um outro homem passaram a manhã discutindo. Os dois viviam nas ruas da capital.

Por volta das 14h20, eles brigaram. Com uma faca, Moura feriu o outro homem na altura do peito. Este revidou e, utilizando a mesma faca, esfaqueou Moura no pescoço e nas costas.
Moura morreu no local.

O outro homem foi levado para a Santa Casa, onde continuava internado na noite desta segunda. Ele teria sido submetido a uma cirurgia e não correria risco de morte. Procurado pela reportagem, o hospital disse que fornece informações acerca do estado de saúde de pacientes somente a familiares e responsáveis.

Até a noite desta segunda, a polícia ainda tentava descobrir o motivo da briga e confirmar a identidade do agressor, que teria 31 anos.

Inicialmente, o delegado Severino Vasconcelos, titular do 77° DP (Santa Cecília), disse ter ocorrido a prisão de uma terceira pessoa, suspeita de envolvimento no caso. Mais tarde, a polícia afirmou que, na verdade, não houve essa terceira prisão.

O local da briga fica a poucos metros do fluxo da rua Helvétia e de outros pontos em que usuários de drogas se espalharam após a megaoperação policial na praça Princesa Isabel no dia 11 de maio.

Após deixarem a praça Princesa Isabel, o fluxo chegou a se concentrar na rua Doutor Frederico Steidel, no outro lado da avenida São João, mas se fixou na rua Helvétia.

Na última quinta (2), a região foi local de uma nova operação para tentar acabar com a aglomeração. Na madrugada, havia ocorrido tumulto e quebra-quebra na região. Os frequentadores jogaram pedras e objetos em carros que passavam pelas avenidas Duque de Caxias e São João, quebraram vidros, chutaram portas de lojas e colocaram fogo em sacos de lixo espalhados pelas ruas.

No dia 12 de maio, um homem morreu baleado na avenida Rio Branco, no centro do São Paulo, em meio a aglomeração de usuários de drogas. Raimundo Nonato Rodrigues Fonseca Júnior, 32, levou um tiro no peito durante um tumulto.

De acordo com a Polícia Civil, três policiais do Garra, grupo de elite da polícia, foram identificados como autores dos disparos contra o grupo de pessoas em que a vítima estava. As investigações estão sendo conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil para apurar se os tiros foram os mesmos que mataram o usuário.

| IDNews® | Folhapress | Via NMBR |Brasil

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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