Marcelo Odebrecht agia diretamente no pagamento de propina

Marcelo Odebrecht agia diretamente no pagamento de propina, mesmo com sua prisão, Marcelo continuava operando o pagamento de propina na empresa, que foi considerado pela PF como “profissional”

Durante coletiva de imprensa, na manhã dessa terça-feira (22), a Polícia Federal detalhou a contabilidade paralela da Odebrecht. Esta 26ª etapa da Lava Jato investiga fatos descobertos ainda na 23ª fase. A investigação achou indícios do envolvimento direto de Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, no sistema de pagamento de propinas. Ele era indentificado com MBO (Marcelo Bahia Odebrecht).

Informações do celular de Odebrecht são compatíveis com as encontradas nas tabelas investigadas. “Ele conhecia e comandava o pagamento de propina”, declarou a procuradora Laura Tessler. Mesmo com sua prisão, Marcelo continuava operando o pagamento de propina na empresa.

Foram verificados indicios pagamentos de para o exterior (Angola, Argentina e Portugal), no pagamento sistematico de propina do grupo. A delegada Renata Rodrigues mostrou planilhas que mostram o esquema “profissional” de pagamento de propina da empreiteira. Uma das contas se chamava “Paulistinha”, e outra, “Carioquinha”. Segundo ela, o uso de codinomes já é um forte indício de que se tratavam de pagamentos ilícitos.

A delegada também informou que troca de e-mails mostra como eram feitos os pagamentos. Executivos requisitavam pagamento a codinomes e encaminhavam ao superiores, que davam o OK. “Havia um procedimento a ser seguido para esses pagamentos paralelos”, informou Renata Rodrigues.

A empresa tinha funcionários dedicadosexclusivamente à contabilidade paralela da empresa. O delegado da PF Márcio Adriano Anselmo afirma que entregas de dinheiro, algumas no valor de R$ 1 milhão, eram feitas em flats ou em hotéis.

Os investigados desta fase responderão, entre outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos, segundo a PF. Cerca de 380 policiais cumprem 110 ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

Estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 4 mandados de prisão preventiva.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

Beto Fortunato

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