Pacote contra corrupção está parado no Congresso

Pacote contra corrupção está parado no Congresso
As dez medidas contra a corrupção foram apresentadas aos deputados em março de 2016

26FEV2018|  8:41 - 10 Medidas  - Foto:  © Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados

O pacote batizado de “dez medidas contra a corrupção” elaborado pela equipe da Operação Lava Jato e entregue ao Congresso em 2016 está atualmente parado no Congresso. As chances de sair do papel em 2018 são poucas.

As medidas foram debatidas grandes iniciativas para o combate à corrupção e surgiu após uma iniciativa popular originada de uma campanha do Ministério Público Federal. O pacote foi apresentado aos deputados em março de 2016, em meio à discussão de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e no auge dos escândalos da Lava Jato envolvendo a classe política.

No entanto, segundo destaca a Folha de S. Paulo, após uma polêmica votação em novembro daquele ano, que se estendeu pela madrugada, a Câmara dos Deputados desfigurou a proposta e, desde então, não houve mais avanços.

Embora seja uma iniciativa popular, o texto foi apresentado simultaneamente na Câmara e no Senado, mas avançou primeiro entre os deputados.

Parado no Senado há quase um ano, o texto chegou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em abril e até o momento não há nem indicação de quem será o relator.

Entre as propostas estavam mudanças na legislação para dar celeridade aos processos judiciais, restrições ao habeas corpus e a possibilidade de uso de provas ilegais, desde que obtidas de boa-fé.

Durante a tramitação na Câmara, os deputados derrubaram vários pontos e incluíram emenda sobre punição a magistrados e integrantes do Ministério Público por abuso de autoridade, o que foi classificado por integrantes da Lava Jato como mera retaliação à operação.

O jogador Jefferson Reis, que espancou o gandula Tadeu Francisco no último domingo (19) durante a partida entre Operário e Comercial, pelo Campeonato do Mato Grosso do Sul, se pronunciou sobre o ocorrido. Ele, que teve contrato rescindido com o Operário na segunda (20), está arrependido e pediu perdão. "Queria mostrar que não sou esse Jeferson que estão vendo na imagem. Me arrependo muito e vou pagar por isso. Como já estou pagando", disse o atleta de 22 anos em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo. Jefferson disse que Tadeu agrediu o massagista Raul, de 54 anos, e resolveu “defender” o profissional. “Perdi a cabeça porque ele agrediu um pai de família de 54 anos. Se ele fizesse o trabalho dele certinho, nada disso teria acontecido. Nosso massagista foi falar com ele, e ele o agrediu pelas costas. A briga estava rolando faz tempo. Só filmaram quando estava batendo”, afirmou. “Peço desculpa ao gandula, para a família dele. Para todo mundo que viu isso aí”, acrescentou Jefferson. “Na hora que entrei no vestiário, que tive que ir para delegacia depois, perguntei para mim mesmo: ''O que eu fiz com a minha vida'? Acabei com minha carreira". Ali meu mundo acabou. Foi quando liguei para meu pai, que só chorava. Ele sofreu muito para criar eu e meu irmão sem mãe. E acontece um negócio desse, repercussão no mundo todo. Minha família ligando, preocupada, teve ameaça, pessoas falando que iam me matar”, comentou. O gandula Tadeu Francisco teve o nariz quebrado. "Eu perdoo sim. O perdão é o melhor remédio para acabar com a mágoa no coração", disse Tadeu em entrevista ao UOL.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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