Peça-chave da Odebrecht negocia acordo de delação premiada

Peça-chave da Odebrecht negocia acordo de delação premiada, responsável pelas planilhas da empreiteira Odebrecht fez acordo de delação premiada

A secretária Maria Lúcia Tavares é considera a responsável por organizar a contabilidade dos “acarajés”, codinome que a polícia atribui à propina nos e-mails trocados entre executivos da Odebrecht. De acordo com a Folha de S. Paulo, a funcionária da empreiteira cogita fazer um acordo de delação premiada com os investigadores da Operação Lava Jato.

Segundo a publicação, é a primeira vez que um empregado da construtora passa a colaborar com a investigação. As declarações de Maria Lúcia devem ajudar a esclarecer os pagamentos feitos ao publicitário João Santana de 2008 até a reta final da campanha presidencial de 2014.

A secretária da Odebrecht travalhava na sede da empresa em Salvador (BA). A Folha refere que ela era a responsável por guardar as planilhas indicando pagamentos a “Feira” – o apelido dado ao marqueteiro do PT e à mulher dele, Monica Moura, que estão presos desde o dia 23, em Curitiba (PR).

A Justiça ainda não homologou o acordo de delação, mas três fontes confirmaram a negociação do acordo.

A publicação refere que Maria Lúcia teria tomado esta decisão após a prorrogação da prisão provisória dela, em 26 de fevereiro.

Cinco dias depois, o juiz Sergio Moro determinou a libertação da funcionária, pois a delegada Renata Rodrigues não pediu a transformação da prisão dela em preventiva (sem prazo determinado para sair).

No mesmo dia que Maria Lúcia foi liberada, advogados da Odebrecht convocaram uma reunião para debater a delação da secretária, negociada fora do controle da empreiteira.

Propinas

Entre os documentos encontrados com Maria Lúcia, um deles tinha o título “Lançamentos X Saldo (Paulistinha)”. Nele estão registrados 41 repasses destinados a “Feira”, entre 2014 e 2015, totalizando R$ 21,5 milhões. Segundo a Folha, a planilha foi anexada no pedido da PF para transformar as prisões de João Santana e da mulher, Monica Moura, em preventiva.

Outro arquivo encontrado na casa da secretária, com o nome “Feira -evento 2014”, continha repasses totalizando R$ 4 milhões e a anotação “tot.atendida” – “totalmente atendida”, na interpretação da PF.

Maria Lúcia foi secretária do ex-executivo Hilberto Mascarenhas, ela também constava em trocas de e-mail em que seu chefe aprovava a entrega dos “acarajés” pedidos por outro executivo, Roberto Prisco Ramos.

A funcionária alegou, em seu primeiro depoimento à polícia, que as entregas de acarajés “quentinhos” de Salvador para o Rio, se tratavam do quitute baiano.

Ainda de acordo com a reportagem da Folha, a Odebrecht e os advogados de João Santana e Monica Moura não se manifestaram sobre o caso. A defesa de Maria Lúcia não foi localizada.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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