Avião da Embraer em teste nos EUA sofre acidente durante exercício

Avião da Embraer em teste nos EUA sofre acidente durante exercício
Não há ainda informações sobre as causas da queda

7:28 |ESTADÃO CONTEÚDO | 2018JUN24

O avião de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança (EDS), caiu durante um exercício conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos (UFAF) em um campo de testes no Novo México às 11h30 de sexta-feira (22). Os dois tripulantes da aeronave conseguiram se ejetar e um deles teria sofrido ferimentos leves. A Embraer e a Força Aérea dos EUA confirmaram o acidente, por meio de nota.

Não há ainda informações sobre as causas do acidente, nem sobre o estado de saúde do segundo tripulante.

A queda acontece apenas cinco semanas depois que a Força Aérea americana deu início à segunda série de exercícios de ataque leve. Além do Super Tucano da Embraer, os testes também estão sendo feitos com o AT-6 Wolverine, da Textron Aviation. O plano da Força Aérea é tomar uma decisão sobre a potencial compra de centenas de aeronaves para missões de ataque e reconhecimento, em um programa chamado OA-X. O contrato pode abranger entre 120 e 300 aviões, no longo prazo, num total de até US$ 3,5 bilhões.

A primeira fase dessa avaliação foi realizada no ano passado, permitindo que a USAF se familiarizasse com a capacidade de cada aeronave. A segunda fase teve início no mês passado com o objetivo de identificar como conectar os aviões às redes militares de inteligência e a capacidade de apoio das aeronaves em campo.

Histórico

Além dos testes nos EUA, o turboélice da Embraer também já foi utilizado em missões de fogo da Força Aérea americana no Oriente Médio, no final do ano passado.

Caso vença a concorrência, o A-29 Super Tucano vai substituir uma das aeronaves históricas dos EUA, o A-10 Warthog (Javali, em português). Pesado e eficiente, o A-10 Warthog tem 40 anos de emprego em ações de ataque ao solo. Já o A-29 Super Tucano é uma aeronave menor, mais barata e que não requer desenvolvimento para fornecer suporte a forças em terra.

A operação do pequeno Super Tucano, com peso máximo de 11 toneladas e capacidade para 1.500 quilos de armas (mais um canhão de 20 mm e duas metralhadoras .50) custa entre US$ 500 e US$ 1,5 mil por hora de voo – já a do A-10 Warthog sai por pelo menos US$ 17 mil.

Há mais que isso, porém: o avião brasileiro permanece até por sete horas voando em missão de coleta de dados de inteligência, equipado com módulos eletrônicos.

A expectativa é de que a decisão final seja tomada pela Força Aérea dos Estados Unidos até o primeiro trimestre de 2019 – uma vitória no OA-X poderia abrir o mercado militar americano para a brasileira. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor - Câmera -

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