II Simpósio Internacional de Química Medicinal e Medicina Regenerativa da Uniara teve sua abertura nesta quarta, dia 22

II Simpósio Internacional de Química Medicinal e Medicina Regenerativa da Uniara teve sua abertura nesta quarta, dia 22
Evento, que conta com palestrantes nacionais e internacionais, será realizado até esta sexta, dia 24, no auditório principal da universidade 

24NOV2017 | 7:28   - Assessoria de imprensa da Uniara – Foto ©Uniara

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Medicina Regenerativa e Química Medicinal – PPGB-MRQM da Universidade de Araraquara – Uniara promoveu, nesta quarta-feira, dia 22 de novembro, a abertura do “II Simpósio Internacional de Química Medicinal e Medicina Regenerativa”. O evento, que conta com palestrantes nacionais e internacionais, será realizado até esta sexta-feira, dia 24, sempre a partir das 8h, no auditório José Araújo Quirino dos Santos.

O encontro começou com a palestra “Fotônica e Biomedicina”, ministrada pelo convidado homenageado do Simpósio, Sidney José Lima Ribeiro. “A ideia da explanação é mostrar uma parte do que fazemos na Unesp e contar um pouco da história de interação de muitos anos que temos com a Uniara. Temos uma colaboração muito produtiva com os professores da instituição, a qual espero que continue por muito tempo. Estou muito feliz e honrado com a homenagem. Agradeço o convite e desejo um excelente evento, que será de altíssimo nível, com certeza”, relatou.

Logo após, Odir Antonio Dellagostin abordou o cenário das pesquisas científicas no Brasil, de forma mais aprofundada a área de Biotecnologia, a formação dos recursos humanos e os programas de pós-graduação na área, na palestra “Panorama da Pesquisa e da Pós-Graduação em Biotecnologia no País”. “Estamos passando por um momento muito crítico no país, com escassez de recursos financeiros para pesquisas. Sem esses recursos, não adiantam boas ideias e bons projetos, pois eles não conseguem ser executados. Neste momento, estamos em uma luta para buscar e garantir mais recursos para as pesquisas. Vejo com boas perspectivas o futuro próximo, com um cenário bem mais favorável do que o que vivemos atualmente. Assim, poderemos dar continuidade as boas pesquisas que fazemos no Brasil. Estamos no caminho certo, só precisamos acelerar um pouquinho o passo”, explicou.

Um dos pequenos problemas para essa escassez de recursos, segundo Dellagostin, é “a comunicação científica para a sociedade”. “A sociedade, muitas vezes, não percebe a importância da pesquisa científica, do investimento que se faz nessa área. Acho que nós, pesquisadores, temos que pensar também em formas para levar essa informação  à comunidade em geral. Outro ponto é a transformação desse conhecimento em produtos e processos inovadores. Muitas vezes produzimos conhecimentos, mas não somos capazes de levar e transformar esse conhecimento em inovação, para que traga algum retorno real para a sociedade. Esse é um outro ponto que precisamos atuar de forma mais intensa, estimulando nossos alunos, egressos e doutores a empreender, a criar suas empresas e a colocar produtos inovadores no mercado. Com isso, a sociedade, como um todo, vai ganhar”, finalizou.

Nesta quinta-feira, dia 23, o Simpósio contou com duas plenárias. A primeira, que teve como foco temas relacionados a Biopolímeros, contou com a coordenação do professor Hernane da silva Barud. Os temas abordados nas palestras foram: “Matrizes Biopoliméricas Híbridas como Transportadores Moleculares”, ministrada por Guillermo R. Castro; “Novas Ligas de Titânio com Superfície Funcional para Aplicações Ortopédicas”, que teve como palestrante Carlos Roberto Grandini; e “Desenvolvimento de Nanocápsulas Inorgânicas para Aplicações Farmacêuticas e Biomédicas”, que contou com a explanação de Vera R. Leopoldo Constantino.

Na segunda plenária, assuntos ligados à Química Medicinal foram coordenados pelo professor Antonio Carlos Massabni, e teve as seguintes palestras: “Complexos de Metal em Medicina – Status Atual e Tendências”, com Ulrich Abram; “Estudos sobre Novos Metalofármacos Baseados em Compostos Metálicos Essenciais”, ministrada por Ana Maria da Costa Ferreira; e “Potenciais Aplicações Medicinais de Complexos Metálicos de Tiossemicarbazonas”, explanada por Victor Marcelo Deflon.

No período noturno desta quinta, dia 23, haverá avaliação de pôsteres e um coquetel.

Na sexta-feira, dia 24, o módulo de Medicina Regenerativa, coordenado pelo professor Nivaldo Antônio Parizoto, trará as seguintes discussões: “Bioimpressão 3D de Alta Resolução por Meio de Processamento Multiphoton”, com Aleksandr Ovsianikov; “Successful Cartilage Bottom-up Tissue Engineering by Human Adipose Stem Cell Spheroids”, com Leandra S. Baptista; “Biomarcadores para a Doença de Alzheimer”, com Márcia Regina Cominetti; “Influência do Treinamento de Força e Raloxifeno sobre a Consolidação Óssea Tibial no Período do Envelhecimento de Ratas Wistar”, com        Rita Cássia Menegati Dornelles; e “Instrumentos de Testes Mecânicos para Caracterização em Engenharia de Tecidos e Dispositivos Médicos”, com Frederico Mendes Jr.

Já na sexta a tarde, o módulo de Gestão da Inovação em Biotecnologia, coordenado por Barud, discutirá sobre: “Desenvolvimento de Biofármacos Inovadores”, com Thiago Mares Guia; “Indústria da Biotecnologia: Novas Tecnologias para a Saúde Humana”, com Denise Golgher; e “Empreendedorismo nas Ciências Biológicas”, com Liliane Carvalho. Às 17h será realizado o encerramento do “II Simpósio Internacional de Química Medicinal e Medicina Regenerativa”.

A programação completa do evento está disponível no endereço www.uniara.com.br/eventos/simposio-internacional-2017. Detalhes sobre o PPGB-MRQM da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone.

About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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