Mulheres refugiadas são vítimas de exploração e assédio sexual

Mulheres refugiadas são vítimas de exploração e assédio sexual

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, 70% dos refugiados sírios no vizinho Líbano, cujo número ultrapassa um milhão, vivem abaixo do limite de pobreza definido no país

As mulheres sírias refugiadas no Líbano, mais vulneráveis devido à queda da ajuda internacional e ao endurecimento das condições de acolhimento, são vítimas de exploração e assédio sexual, denunciou hoje a Anistia Internacional.

Em relatório publicado antes da conferência de doadores para a Síria, prevista para quinta-feira (4) em Londres, a Anistia apela à comunidade internacional para que aumente o seu apoio financeiro e faça mais esforços para realocar os refugiados sírios, que saíram do seu país em massa desde 2011.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, 70% dos refugiados sírios no vizinho Líbano, cujo número ultrapassa um milhão, vivem abaixo do limite de pobreza definido no país.

Os refugiados que beneficiam de assistência estão confrontados com restrições severas, dado que os fundos dos doadores entregues à Organização das Nações Unidas estão muito abaixo das necessidades.

Segundo a Anistia, as mulheres refugiadas estão particularmente expostas à exploração. Muitas testemunharam o pagamento de remunerações extremamente baixas e exigência de aluguéis de casas exorbitantes. Algumas dizem-se vítimas de assédio sexual por parte dos seus patrões e até da polícia.

“Quer sejam mal pagas ou vivam em casas sujas, mal isoladas e infestadas de ratos, a falta de estabilidade financeira provoca imensas dificuldades às mulheres refugiadas e encoraja as pessoas em situação de força a abusar delas”, denunciou Kathryn Ramsay, investigadora da Anistia.

O reforço das restrições no Líbano impede que inúmeros refugiados renovem a autorização de residência, o que os coloca em situação de ilegalidade e a não se queixarem das situações de abuso, adiantou a organização.

O Líbano confronta-se com um número massivo de refugiados, que já representam um quarto da sua população de quatro milhões, e endureceu desde 2015 as condições de acolhimento para os sírios.

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Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

Beto Fortunato

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