Somente as famílias são capazes de acabar com a criminalidade

Somente as famílias são capazes de acabar com a criminalidade
Situações, como essas, se repetem em muitos locais, e aqui não é diferente

18.51| 17SET2016
Paula Cardoso

O direito de ir e vir não é tão simples assim para famílias que são obrigadas a conviver com o crime no “quintal” de suas casas. Tudo é mais complicado quando na pracinha, encontram-se usuários de drogas e as crianças se veem obrigadas a brincar do portão para dentro e deixam o espaço que é seu por direito.

Situações, como essas, se repetem em muitos locais, e aqui não é diferente. Foi assim na Praça Scalamandré Sobrinho, em frente a Arena da Fonte, no Parque Pinheirinho, e em tantas outras. E somente as famílias de bem são capazes de acabar com esse cenário.

Pode parecer uma inversão de valores ou, ainda, a transferência da obrigação do poder público às famílias. Mas o entendimento é outro. É uma união de esforços para que as crianças voltem a brincar nas praças, frequentar os parques e deixar o quintal de suas casas.

Na Scalamandré, as famílias voltaram. Voltaram pela limpeza, pela organização, pela segurança, pelas opções de esporte, lazer e cultura.

No Pinheirinho, as famílias voltaram. Voltaram pelo circuito de rodas para kart, autocross, campos de futebol, pista de skate, piscinas, canchas de bocha, quiosques.

Mas as famílias precisam voltar ainda mais e para isso é preciso o poder público.

Com um patrimônio valorizado e avaliado em R$ 1 bilhão e mais de 330 obras realizadas, o momento é de cuidar das pessoas, intensificar as ações de zeladoria e preservação e manutenção dos espaços públicos.

Pode parecer exagero, mas um mato alto afugenta a criança e aproxima o meliante. Afasta a bola e esconde o tráfico. É triste ver que a sociedade está perdendo espaço e se aprisionando dentro da própria casa.

Por isso, que as ações que levaram vida à Praça Scalamadré Sobrinho, que oferece atividades recreativas praticamente o dia todo, precisa se multiplicar. Que o Parque Pinheirinho, com suas 43 mil mudas de árvores, precisa se multiplicar. As famílias precisam voltar.

Mas elas só vão voltar quando as praças e parques voltarem a oferecer condições para isso. Quando estiverem limpos, seguros, organizados. Quando o mato for cortado, os buracos tapados e a segurança intensificada. Zeladoria é uma necessidade.

O Parque Pinheirinho, que antes era do crime, hoje, é das famílias. E outros pontos voltarão a ser, com o desenvolvimento de produtos turísticos para fortalecer a economia e a revitalização de nossos parques e praças.

As famílias precisam voltar.

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About Beto Fortunato
Jornalista - Diretor de TV - Editor -Cinegrafista - MTB: 44493-SP

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